Nesta sexta-feira (08/08/2025), quando se celebra o Dia Nacional de Combate ao Colesterol, especialistas reforçam a necessidade de diagnóstico precoce e prevenção de doenças cardiovasculares. O colesterol alto, responsável por grande parte dos casos de infarto e AVC, não apresenta sintomas e é considerado um “inimigo silencioso” à saúde.
De acordo com a nutricionista Genalva Couto, da Cliagen, o primeiro passo para evitar complicações graves é a realização de check-ups anuais.
“Quando o colesterol total está acima do normal, ele representa risco por não dar sinais clínicos. Infelizmente, algumas pessoas só descobrem o problema após um evento grave, como infarto ou AVC”, explica.
O colesterol tem funções essenciais no organismo, como a produção de hormônios sexuais, vitamina D e ácidos biliares, além de compor as membranas celulares. O risco surge com o desequilíbrio entre as lipoproteínas: o LDL transporta colesterol para os tecidos, enquanto o HDL retira o excesso das artérias e leva ao fígado. A oxidação do LDL contribui para a formação de placas de ateroma, aumentando o risco cardiovascular.
Rastreamento e prevenção
O Ministério da Saúde orienta iniciar o rastreamento aos 35 anos para homens e 45 anos para mulheres, ou a partir dos 20 anos em casos de risco cardiovascular. Para crianças de 2 a 8 anos com obesidade ou histórico familiar e para todas as crianças entre 9 e 12 anos, também é indicado o monitoramento.
A alimentação é fator decisivo para prevenir ou agravar a hipercolesterolemia. Segundo a nutricionista, os principais vilões incluem alimentos de origem animal ricos em gorduras saturadas, gordura trans, óleo de coco, frituras, leite integral, queijos amarelos, embutidos e açúcares. Já os aliados estão em alimentos ricos em gorduras boas e fibras, como abacate, castanhas, peixes, azeite de oliva, linhaça, frutas e verduras.
Influência da microbiota intestinal
A saúde intestinal tem papel direto na regulação do colesterol.
“Bactérias intestinais produzem substâncias como butirato e propionato, que reduzem a produção de LDL no fígado e sua absorção”, explica Genalva. Banana, aveia, cebola, alho, aspargos, linhaça e beterraba são alimentos que nutrem a microbiota benéfica.
Estilo de vida completo
Além da alimentação, a especialista reforça a importância de atividade física regular, sono de qualidade e controle do estresse. O tratamento do colesterol alto deve incluir mudança de hábitos, orientação profissional e, quando necessário, uso de medicação, sempre com acompanhamento médico.


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