O show Ancestranças, apresentado na noite de domingo (27/07/2025), na Praça Maria Felipa, no bairro do Comércio, encerrou a programação do Circuito Mulheres Negras em Movimento, promovido pela Prefeitura de Salvador. A iniciativa celebrou o Dia Municipal da Mulher Negra, o Dia Nacional da Mulher Negra e de Tereza de Benguela e o Dia Internacional da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha.
Apresentações destacaram cultura afro-brasileira
O evento reuniu no palco Larissa Luz, Luedji Luna, Mariene de Castro, Rachel Reis e Majur, nomes expressivos da música produzida por mulheres negras no Brasil. As artistas dividiram o palco em apresentações que destacaram a ancestralidade e a herança afro-brasileira em suas obras.
As boas-vindas ao público ficaram por conta do Balé Folclórico da Bahia e da Banda Didá, representantes do folclore e da cultura popular baiana. As performances reforçaram o papel das tradições afrodescendentes na construção da identidade cultural da capital baiana.
Circuito contou com atividades culturais e esportivas
Durante o domingo (27/07/2025), diversas atividades integraram o encerramento do circuito, como bicicletada, roda de capoeira de mulheres, feira empreendedora e gastronômica, aulão de dança, encontro de tambores negros e roda de samba. O percurso da bicicletada incluiu saída do Santo Antônio até o monumento à Maria Felipa.
Representatividade na música
Segundo a cantora Larissa Luz, idealizadora do show, o projeto nasceu do desejo de “falar sobre o mês das mulheres negras com foco na cultura, história e ancestralidade”. A artista abriu o espetáculo com as músicas Descolonizada e Paz Terrível.
A cantora Luedji Luna, que se apresentou em seguida, reforçou a importância da representatividade no palco ao lado de outras artistas negras.
“Estou honrada de dividir o palco com referências que escrevem a história da música baiana e brasileira”, afirmou.
Gestão municipal valoriza protagonismo feminino negro
De acordo com a vice-prefeita e secretária municipal de Cultura e Turismo, Ana Paula Matos, o evento destacou o papel das mulheres negras na cultura local.
“Reunimos artistas que movem a cidade e a sociedade em um dia simbólico para as mulheres negras”, declarou.
A coordenadora do programa Salvador Capital Afro, Ivete Sacramento, explicou que a proposta do circuito foi estruturada para representar o protagonismo da mulher negra.
“O formato em circuito expressa o ‘mover’ dessa mulher que constrói a cidade”, afirmou.
Participação do público
Moradoras de Salvador destacaram o impacto do evento. A trancista Elisangela Lima, conhecida como Eliza Afro, afirmou que o show “reverenciou a cultura negra sem excluir ninguém”. A cantora Lili Gonçalves avaliou que a presença de artistas com projeção nacional fortaleceu a representatividade da mulher negra na cidade.


Deixe um comentário