Fonoaudiologia é fundamental no cuidado ao câncer de cabeça e pescoço, destaca campanha Julho Verde

O Brasil reforça a campanha Julho Verde, dedicada à conscientização e prevenção do câncer de cabeça e pescoço, que atinge cerca de 23 mil pessoas anualmente, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA). Cerca de 70% dos casos são diagnosticados em estágios avançados, o que compromete a eficácia do tratamento e eleva a incidência de sequelas.

Papel da Fonoaudiologia na prevenção e tratamento

A fonoaudióloga clínica e vocal coach Carolina Pamponet explica que o profissional de fonoaudiologia atua desde a prevenção até a reabilitação dos pacientes com câncer de cabeça e pescoço. Em atividades de rotina ou campanhas de saúde, o fonoaudiólogo pode identificar sinais de alerta, como rouquidão persistente, dificuldade para engolir, feridas bucais que não cicatrizam em 15 dias e nódulos no pescoço. Essa detecção precoce possibilita encaminhamento imediato para avaliação médica, aumentando as chances de tratamento eficaz.

Antes do início do tratamento oncológico, o fonoaudiólogo realiza avaliações detalhadas da fala, voz e deglutição, para minimizar os impactos de cirurgias, quimioterapia e radioterapia. Durante o tratamento, é comum que os pacientes apresentem sintomas como xerostomia (boca seca), dor, alterações no paladar e dificuldades para mastigar e engolir, situações em que o acompanhamento fonoaudiológico é essencial para preservar funções vitais.

Reabilitação e qualidade de vida

A reabilitação fonoaudiológica pós-tratamento visa superar sequelas que afetam a voz e a deglutição, permitindo a retomada segura da alimentação, comunicação clara e reintegração social e profissional do paciente. Em casos de laringectomia total, a fonoaudiologia atua na reabilitação vocal, treinando o uso de próteses traqueoesofágicas ou outras formas alternativas de comunicação, promovendo autonomia.

Importância da conscientização

Carolina Pamponet ressalta que a campanha Julho Verde reforça que o combate ao câncer de cabeça e pescoço depende não apenas da prevenção, mas também do cuidado contínuo. Ela destaca o papel indispensável dos fonoaudiólogos, que atuam em conjunto com médicos e outros profissionais para garantir tratamentos mais confortáveis e qualidade de vida aos pacientes.

Perfil da especialista

Graduada em Fonoaudiologia, especialista em Audiologia Clínica e Ocupacional e em distúrbios da voz, Carolina Pamponet tem mais de 20 anos de experiência, especialmente no atendimento a cantores de alta performance vocal. É diretora da Fonoclin, em Feira de Santana, e integra o corpo clínico da Otorrino Center, em Salvador.


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