O projeto África Viva, promovido pela Escola Olodum, encerrou suas atividades no domingo (21/07/2025) com uma celebração no Largo Pedro Arcanjo, no Pelourinho, em Salvador. A iniciativa marcou o fim de um ciclo de atividades que reforçaram a valorização da ancestralidade africana por meio de oficinas, palestras e vivências culturais, voltadas especialmente para crianças, jovens e moradores da comunidade.
Atividades formativas e artísticas
A programação foi iniciada com uma palestra conduzida pela professora Carla Pita, na Casa do Olodum, com foco na diversidade cultural dos países africanos. O conteúdo abordou símbolos, bandeiras e elementos históricos dos diferentes territórios do continente africano. Após a palestra, os participantes seguiram em cortejo simbólico até o Largo Pedro Arcanjo, reforçando a conexão entre história, identidade e vivência comunitária.
Nos dias seguintes, foram realizadas oficinas práticas de percussão, dança afro e confecção de máscaras, com a orientação dos professores Geraldo Marques (percussão e ritmos africanos) e Wagner Santana (dança afro). As atividades proporcionaram interação direta com expressões da cultura afro-brasileira, promovendo experiências educativas com foco no pertencimento e na valorização cultural.
Encerramento com cortejo e apresentação simbólica
O encerramento contou com uma representação das bandeiras dos países africanos no Largo Pedro Arcanjo, em uma performance realizada por alunas da Escola Olodum. A ação simbolizou a conexão entre a juventude e as raízes africanas, destacando a força da memória e da identidade no processo educativo.
Após a apresentação, os participantes seguiram em cortejo pelas ruas do Pelourinho até a sede da Escola Olodum, promovendo uma ocupação cultural com música e dança. O trajeto reafirmou o compromisso da instituição com a formação cidadã por meio da arte e da cultura afrodescendente.
Perspectiva institucional
De acordo com a diretora da Escola Olodum, Linda Rosa Rodrigues, o projeto reafirma a importância de integrar educação, cultura e pertencimento no processo formativo de crianças e jovens. Segundo ela, os estudantes vivenciaram uma reconexão com sua própria história, resultando em autoidentificação, expressão artística e fortalecimento comunitário.
O projeto África Viva foi concebido com o objetivo de valorizar as raízes africanas e promover educação antirracista, com base em linguagens culturais acessíveis e de impacto social. A expectativa da organização é que novas edições sejam realizadas, ampliando o alcance da proposta.


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