A exposição “Conchas Preciosas”, da artista plástica Ana Laura Lacerda, está aberta à visitação gratuita até a próxima quarta-feira (23/07/2025), no Centro Cultural Manuel Querino, sede da Câmara de Vereadores de Salvador. A mostra apresenta mais de 40 obras, incluindo duas peças inéditas, com foco na preservação marinha e na valorização cultural do litoral baiano.
A abertura oficial contou com a presença de autoridades e representantes da cultura e do meio ambiente, entre eles o vice-almirante Gustavo Garriga, o superintendente do IPHAN na Bahia, Hermano Guanais, o diretor de Turismo de Salvador, Gegê Magalhães, e integrantes da Associação de Mulheres do Mar (AMMAR). Também participaram nomes relevantes das artes visuais como Leonel Mattos, Alba Trindade e Clarindo Silva.
As obras utilizam conchas e búzios como matéria-prima e foram desenvolvidas com técnica própria da artista. Os painéis “Farol” e “Mama África”, ambos com dimensões de 86 cm x 116 cm, estão entre os destaques inéditos. O primeiro faz referência ao papel da arte como orientação e transformação; o segundo homenageia o continente africano como berço da humanidade e da diversidade cultural.
Ana Laura Lacerda, com mais de 40 anos de trajetória artística, reafirma seu compromisso com a educação ambiental por meio da arte. A mostra visa sensibilizar o público para a preservação dos ecossistemas marinhos, destacando a importância da Amazônia Azul, área marítima estratégica sob jurisdição brasileira. A artista enfatiza o uso da arte como ferramenta de educação ecológica e valorização da biodiversidade costeira.
O Centro Cultural Manuel Querino, localizado no Centro Histórico de Salvador, foi elogiado por artistas e visitantes como espaço ideal para a exposição, dada a sua vista para a Baía de Todos-os-Santos e o valor patrimonial do entorno. O local funciona de segunda a quinta, das 9h às 16h, e às sextas-feiras, das 9h às 14h.
A exposição é promovida pela própria artista em parceria com a Câmara Municipal de Salvador e apoio de entidades culturais e ambientais. A proposta é democratizar o acesso à arte e fomentar o diálogo entre estética, identidade e sustentabilidade, por meio de peças que resgatam saberes ancestrais e expressam conexão com o mar.


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