O Afoxé Filhas de Gandhy, primeiro grupo de afoxé formado exclusivamente por mulheres no Brasil, comemora 46 anos de fundação nesta quarta-feira (02/07/2025), data em que também é celebrado o Dia da Independência da Bahia. O grupo é reconhecido por sua atuação na valorização da cultura afro-brasileira, com destaque para a participação feminina nas tradições religiosas e culturais de matriz africana.
A celebração faz parte do projeto “Sons da Independência”, contemplado pelos Editais da Política Nacional Aldir Blanc Bahia, com apoio financeiro do Governo da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura do Estado, em parceria com o Ministério da Cultura – Governo Federal.
As atividades do dia 02 de julho terão início às 7h da manhã, com a participação das Filhas de Gandhy no cortejo oficial da Lapinha, marco tradicional das comemorações da Independência da Bahia. Após o desfile, o grupo segue para o Pelourinho, com chegada prevista para as 12h, onde realizará uma festa pública em sua sede, aberta à comunidade.
Fundado em 1979, durante o período da ditadura militar, o Afoxé Filhas de Gandhy consolidou-se como um dos principais símbolos de resistência cultural, religiosa e de afirmação da identidade da mulher negra em Salvador. A trajetória do grupo foi marcada por dificuldades relacionadas à intolerância religiosa, ao racismo e à ausência de apoio institucional, segundo relatos das fundadoras.
De acordo com Silvana Magda, gestora e uma das fundadoras do afoxé, a programação deste ano reforça a missão histórica do grupo. Para ela, o projeto representa uma oportunidade de fortalecer a memória cultural, a visibilidade das mulheres negras e a conexão com o território.
O Afoxé Filhas de Gandhy desenvolve atividades permanentes de educação cultural, oficinas de percussão, dança afro e ações de valorização da ancestralidade, envolvendo moradores de Salvador e visitantes em práticas de preservação da herança afrodescendente.


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