Estudantes da Bahia participam de vivências indígenas e afro-brasileiras durante recesso escolar

Cerca de 120 estudantes das redes públicas de Salvador, Camaçari e Mata de São João estão participando, entre os dias 26 de junho e 2 de julho de 2025, do “Campus de Arte-Educação”, parte da 9ª edição do projeto Era Uma Vez… Brasil. A iniciativa oferece vivências indígenas, afro-brasileiras e oficinas de audiovisual, transformando o período de férias escolares em uma imersão educativa e cultural.

As atividades são realizadas na Escola Angelina Rodrigues, em Praia do Forte (Mata de São João), em formato de acampamento pedagógico. Durante os sete dias, os alunos participam de oficinas de roteiro, som, fotografia e interpretação, além de vivências com comunidades tradicionais que integram culturas e histórias frequentemente ausentes da educação formal.

No sábado (28/06/2025), os estudantes visitam a Aldeia Portal Tupinambá, na região de Massarandupió (Entre Rios), para uma experiência com povos indígenas. No domingo (29/06/2025), a imersão será no Quilombo do Quingoma, em Lauro de Freitas, promovendo o contato com saberes afro-brasileiros.

Segundo Marici Vila, diretora executiva da Origem Produções, organizadora do projeto, “os alunos continuam aprendendo durante as férias, de forma prática e imersiva, aprofundando conteúdos discutidos em sala desde março”.

Etapa decisiva para intercâmbio em Portugal

O campus representa uma fase essencial do projeto. Os estudantes desenvolvem curtas-metragens originais, totalmente produzidos por eles, com base no tema da edição atual. As produções serão utilizadas como critério de avaliação para a seleção dos alunos que viajarão para Portugal em novembro de 2025, na última etapa do programa. Os nomes dos selecionados serão divulgados em agosto, em eventos locais.

Projeto nacional com mais de 5,5 mil inscritos

A 9ª edição do Era Uma Vez… Brasil mobiliza 5.500 estudantes em 14 cidades de quatro estados brasileiros: São Paulo, Bahia, Pernambuco e Paraná. Na Bahia, o projeto envolve 1.966 alunos e 106 professores, abrangendo os municípios de Salvador, Camaçari, Mata de São João e Jacobina.

Desde sua criação, o projeto busca recontar a história do Brasil a partir de outras perspectivas, especialmente aquelas que destacam o protagonismo indígena, negro e popular. A edição atual conta com o apoio das Secretarias Municipais de Educação, patrocínio de empresas privadas e financiamento via Lei Federal de Incentivo à Cultura, por meio do Ministério da Cultura.


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