Empresária baiana alerta para falsificação de vestidos de noiva e riscos de prejuízo emocional

A falsificação de vestidos de noiva tem gerado frustrações entre consumidoras e prejuízos ao setor de moda nupcial em Salvador, segundo alerta da empresária Juliana Guimarães, representante da grife Cymbeline Paris na capital baiana. Juliana denuncia o aumento de práticas irregulares, como o uso de imagens capturadas clandestinamente durante visitas a lojas para reprodução não autorizada de modelos de alta costura.

De acordo com a empresária, clientes agendam atendimentos presenciais com o objetivo exclusivo de fotografar os vestidos e, em seguida, entregam essas imagens a ateliês que realizam cópias não licenciadas. As réplicas, segundo ela, comprometem não apenas os direitos autorais das marcas, mas também a qualidade final das peças entregues às noivas.

“O que parece economia no início se transforma em decepção no altar”, afirma Juliana Guimarães.

A empresária destaca que os modelos originais da Cymbeline Paris são produzidos com tecidos nobres, cortes precisos e acompanhamento personalizado, características que não podem ser replicadas por ateliês que não seguem os mesmos padrões técnicos e criativos. Além da qualidade técnica, a frustração emocional das noivas é uma consequência frequente relatada por quem busca alternativas ilegais.

A loja Cymbeline Paris Salvador atua há 14 anos no mercado baiano, sendo uma multimarcas especializada em vestidos de noiva sob medida, atendendo desde o segmento mais acessível até o mercado de alto luxo. Entre as grifes disponíveis no portfólio estão nomes como Vera Wang, Pronovias, Marchesa e Elie Saab.

Além da venda de modelos exclusivos, a loja também oferece aluguel de peças selecionadas e uma seção outlet com preços reduzidos, mantendo o padrão de qualidade original. Segundo Juliana, essa diversificação busca garantir acesso legal e seguro aos modelos de grife, respeitando a cadeia produtiva e o direito de propriedade intelectual das marcas representadas.

Direitos autorais e implicações legais

Especialistas em direito da moda reforçam que a reprodução não autorizada de modelos é uma violação à propriedade intelectual, passível de ação judicial e indenização. A prática também representa concorrência desleal e pode afetar a credibilidade de negócios que atuam de forma regularizada no setor.

O alerta feito por Juliana Guimarães visa conscientizar consumidoras sobre os riscos associados à aquisição de produtos falsificados, que vão além do prejuízo estético, podendo afetar emocionalmente um momento considerado simbólico na vida das noivas.


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