Durante sessão ordinária na Câmara Municipal de Salvador, a vereadora Marcelle Moraes (União) cobrou transparência e prestação de contas sobre um contrato do Governo do Estado da Bahia com uma ONG supostamente responsável por castrações de animais. A parlamentar questionou a ausência de dados públicos que comprovem a realização dos serviços anunciados.
Segundo Marcelle, a organização contratada é vinculada a uma ex-vereadora da capital baiana. Ela criticou a falta de programas efetivos da administração estadual voltados para a causa animal, afirmando que não há registro de ações contínuas há mais de 18 anos. A vereadora solicitou a divulgação de relatórios oficiais sobre o número de procedimentos realizados e os impactos para a saúde pública animal.
Em sua fala, Marcelle relatou visitas a municípios do interior da Bahia, onde observou surtos de esporotricose e a ausência de Centros de Controle de Zoonoses. Segundo ela, essa carência compromete o controle de doenças e representa riscos diretos à saúde da população.
Com nove anos de mandato e mais de 15 anos de atuação na causa animal, Marcelle comparou a situação estadual com os avanços obtidos em Salvador, citando que a cidade realiza mais de 3 mil castrações mensais. Ela destacou a atuação da Diretoria de Proteção Animal da capital e defendeu sua elevação à categoria de superintendência com autonomia administrativa, visando ampliar o alcance das ações.
A vereadora também criticou a reabertura do zoológico estadual, classificando a estrutura como inadequada para o bem-estar dos animais. Para ela, o ideal seria a transformação do espaço em um santuário voltado à proteção da fauna silvestre, em conformidade com os princípios constitucionais de defesa dos direitos dos animais.


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