Durante a obra de requalificação do Teatro Castro Alves (TCA), em Salvador, a Secretaria Estadual de Cultura da Bahia (SecultBA) e a Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb) implementam práticas sustentáveis no projeto do Novo TCA. As ações coincidem com as comemorações do Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado nesta quinta-feira (05/06/2025).
O equipamento, tombado como patrimônio cultural do Brasil pelo Iphan em 2014, passa pela sua maior intervenção estrutural, contemplando cinco eixos principais: acessibilidade, restauro, segurança, atualização tecnológica e sustentabilidade.
Sustentabilidade como diretriz do projeto
De acordo com o diretor geral do TCA, Moacyr Gramacho, a incorporação de práticas sustentáveis foi uma decisão central no planejamento da obra.
“Trazer o conceito de sustentabilidade para essa intervenção foi uma exigência no projeto do Novo TCA. Não se trata apenas de modernização, mas também sobre reaproveitar o que tem valor, tanto cultural quanto ambiental”, afirmou.
O secretário de Cultura da Bahia, Bruno Monteiro, também destacou o alinhamento entre modernização e compromisso ambiental.
“Desde o início, a sustentabilidade é uma premissa dos trabalhos. Estamos combinando a preservação de um patrimônio com a necessidade de modernização, adaptando o teatro aos novos tempos em que a sustentabilidade é um compromisso imperativo”, declarou.
Principais medidas sustentáveis adotadas na obra
-
Restauro de 1.554 poltronas da Sala Principal, preservando o patrimônio tombado e mantendo os elementos originais da arquitetura moderna.
-
Reutilização de materiais como espelhos, luminárias e lambri de madeira, que serão aplicados em outros ambientes do próprio TCA ou de equipamentos culturais do Estado.
-
Aproveitamento das madeiras das coxias e do palco principal, destinadas à construção de elementos do novo Laboratório Cenográfico, que será instalado no Centro Técnico do TCA.
-
Implantação de sistema de captação de águas pluviais, com armazenamento em reservatórios para uso na limpeza das áreas externas e na irrigação dos jardins.
-
Fabricação de novos móveis, como cadeiras e mesas, a partir da madeira reaproveitada do próprio teatro.
Segundo Moacyr Gramacho, além da preservação, o reaproveitamento de materiais reforça a conexão afetiva e histórica do público com o teatro.
“É uma maneira criativa e comprometida de dar uma nova vida ao que já pertence ao TCA, sem perder sua carga afetiva, histórica e material”, completou.
Laboratório Cenográfico e fortalecimento da cadeia cultural
O novo Laboratório Cenográfico, em fase de construção, terá dimensões semelhantes ao palco da Sala Principal. O espaço permitirá que as equipes realizem testes de iluminação, cenários, figurinos e marcações cênicas antes das apresentações. A estrutura amplia a capacidade técnica do TCA, fortalece a cadeia produtiva da cultura e promove inovação nos processos de criação artística.
Investimento e cronograma do Novo TCA
Com previsão de entrega em 2026, a obra do Novo TCA conta com investimento de R$ 260 milhões, contemplando:
-
Modernização da Sala Principal
-
Restauro do Foyer
-
Requalificação do Jardim Suspenso
-
Melhorias no Centro Técnico e nas áreas administrativas
-
Reestruturação das sedes dos corpos artísticos, como o Balé Teatro Castro Alves (BTCA) e a Orquestra Sinfônica da Bahia (OSBA)
As duas primeiras etapas do projeto, que incluíram a entrega da Concha Acústica e do Edifício Garagem (2016) e da Sala do Coro (2018), já foram concluídas.


Deixe um comentário