O Movimento Exploesia completa 10 anos de atuação em 2025 e realiza um espetáculo especial para marcar a data no próxima quinta-feira (22/05/2025), às 19 horas, no Espaço Xisto, situado na Biblioteca Central dos Barris, em Salvador. A apresentação celebra a trajetória do coletivo e a realização da 100ª edição do grupo, que reúne poesia, música, dança e performances teatrais autorais em uma única noite.
Fundado em janeiro de 2015 por Vitória Régia, Dilu Machado e Emanuela Carvalho, o Exploesia é formado majoritariamente por mulheres que atuam na interseção entre literatura e outras artes, com foco na interdisciplinaridade e no protagonismo feminino. O nome do grupo reflete a proposta de uma “explosão de poesias”. Desde sua criação, mais de quarenta integrantes passaram pelo coletivo, incluindo poetas, artistas plurais e novos talentos da cena literária baiana.
As atividades do Exploesia ocorrem mensalmente e já ocuparam diversos espaços culturais da cidade, como cafés e restaurantes. Durante o período da pandemia, o grupo manteve a produção ativa por meio de mais de 100 lives poéticas realizadas no Instagram, garantindo a continuidade do diálogo com o público e entre as integrantes.
Entre os marcos do coletivo estão o lançamento da Antologia Exploesia em 2017, a apresentação no Teatro Café Rubi em 2019 e a participação na Flipelô 2023, quando prestaram homenagem à poeta Clotilde Sampaio, considerada mentora póstuma do movimento. Em 2024, o grupo lançou o livro “A Infinita Clô” na Academia de Letras da Bahia, dando sequência ao legado da homenageada.
A incorporação de novas integrantes ocorre por meio da participação regular nas edições mensais, culminando no ritual de “empossamento”, que envolve a declamação dos poemas da nova membro pelas demais, acompanhada da entrega do “boá”, símbolo de acolhida e pertencimento ao coletivo. Apesar de aberto a homens, o Exploesia mantém foco na representatividade feminina e diversidade.
A celebração dos 10 anos inclui a participação de todas as gerações de integrantes, além da parceria com a Escola Prazer de Dançar, do bairro do Garcia, que contribui com performances de dança para o espetáculo. Os preparativos envolvem ensaios e encontros que reforçam o caráter coletivo e afetivo do movimento, incluindo reuniões informais como as tradicionais macarronadas dominicais.


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