O artista Fabio Brazza lançou seu novo álbum, intitulado “A Roda, A Rima, O Riso e a Reza”, que apresenta uma fusão entre rap, samba e ritmos tradicionais da música brasileira. O projeto, já disponível nas plataformas digitais, é composto por 14 faixas inéditas e conta com colaborações de Criolo, Ferrugem, Xande de Pilares, Prettos e Mestrinho. Com produção de Xuxa Levy e Paiva Prod, o álbum consolida a trajetória do artista, que equilibra lirismo, crítica social e referências culturais brasileiras.
Trabalho propõe interseção entre estilos e tradições
O disco busca integrar elementos urbanos e populares, partindo da experiência pessoal de Brazza com o rap e o samba. Ao não se limitar a gêneros específicos, o artista propõe uma leitura musical em que o improviso das batalhas de rima se articula com as rodas de samba, criando um espaço simbólico de encontro e identidade.
“Esse pode ser considerado o trabalho da minha vida. É um registro autêntico do que me compõe como artista e como ser humano”, afirma Fabio Brazza. “O samba era meu lado B, agora ele se entrelaça ao rap como parte essencial da minha expressão artística.”
Participações e faixas de destaque
Entre os destaques do álbum estão as faixas “Sonhos”, em parceria com Criolo, que aborda os efeitos dos algoritmos sobre os desejos humanos, e “Cê Já Se Perguntou”, com Ferrugem, que propõe uma reflexão sobre identidade e propósito. Ambas anteciparam a sonoridade híbrida do projeto, que incorpora também elementos de pagode, embolada, baião e ijexá.
As participações refletem a proposta de diálogo entre linguagens musicais e contextos culturais diversos. A presença de nomes com trajetórias consolidadas no samba e no rap reforça a intenção de construir uma obra conectada com diferentes vertentes da música nacional.
Conceito e identidade visual do álbum
O conceito de “roda” percorre todas as faixas e aparece como eixo estruturante do projeto, representando coletividade, ancestralidade e intercâmbio cultural. A capa do álbum foi desenvolvida com base nessa ideia, incluindo representações visuais de manifestações culturais como capoeira, altinha, futebol, rodas de samba e de rima. A roda funciona como metáfora da cultura brasileira e da própria trajetória do artista.
“A ideia é traduzir visualmente o espírito da roda como espaço de encontro — da música, da fé, do jogo e da poesia”, explica Brazza.
Trajetória e produção artística
Fabio Brazza é rapper, compositor, poeta e improvisador. Neto do poeta Ronaldo Azeredo, iniciou sua carreira nas batalhas de rima em São Paulo e lançou nove álbuns e três livros de poesia. Suas composições foram gravadas por artistas como Diogo Nogueira, Negra Li, Edi Rock e Atitude 67. Também venceu sambas-enredo e viralizou com homenagens a personalidades do futebol. Em 2024, teve parte de sua obra incluída no acervo do Museu da Língua Portuguesa.
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