O cineasta baiano Roque Araújo será homenageado nesta quarta-feira (07/05/2025), na Sala de Cinema Walter da Silveira, em Salvador, com uma programação que inclui exibições cinematográficas e lançamento de cordel. A homenagem reconhece sua contribuição técnica e histórica ao audiovisual brasileiro, especialmente no contexto do cinema produzido na Bahia.
A programação contará com a exibição do filme “Recordar é Viver”, dirigido por Roque Araújo, e do curta-metragem “Roque Santeiro”, dirigido por Caó Cruz Alves. Além das exibições, será realizado o lançamento do cordel “Com Roque na mão e uma ideia na cabeça, Glauber fez os filmes”, escrito por Franklin Maxado, que relata a trajetória do cineasta e suas colaborações com nomes centrais do cinema nacional.
Roque Araújo nasceu em 12 de abril de 1937, no bairro da Ribeira, em Salvador, em frente ao antigo cinema Jandaia. Iniciou sua trajetória no audiovisual em 1958, após formação técnica em eletro-mecânica no SENAI e estágio na Secretaria de Viação e Obras Públicas da Bahia. A partir desse período, passou a integrar produções cinematográficas como técnico em elétrica e iluminação.
O cineasta acompanhou as filmagens de “Redenção” (1959), de Roberto Pires, e colaborou em obras como “A Grande Feira” (1961), “Barravento” (1961) e “O Pagador de Promessas” (1962). Em 1963, participou de “Deus e o Diabo na Terra do Sol”, de Glauber Rocha, e foi convidado pelo diretor a realizar a montagem do filme no Rio de Janeiro. Permaneceu fora de Salvador por aproximadamente três décadas.
Com uma atuação diversificada, Roque Araújo desempenhou funções como diretor de fotografia, iluminador, técnico em elétrica, motorista de produção, ator e diretor geral, além de ter exercido papel político na área audiovisual. Como dirigente do Sindicato dos Técnicos da Indústria Cinematográfica, participou do processo de regulamentação da Lei 6.533/1978, que definiu e reconheceu as funções profissionais e direitos dos trabalhadores do setor.
A homenagem ocorre na Sala Walter da Silveira, espaço vinculado à Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB), e está aberta ao público. A iniciativa busca documentar e valorizar a contribuição de técnicos do cinema à memória cultural do país, destacando a experiência acumulada por Roque em mais de seis décadas de atividade no audiovisual.


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