O diretor baiano Igor Correia está desenvolvendo seu novo longa-metragem de ficção, “A Ponte entre Memórias”, com ambientação no Subúrbio Ferroviário de Salvador. A produção está em fase de desenvolvimento e propõe discutir afeto, pertencimento e identidade negra, tendo como pano de fundo a experiência de um adolescente adotado em uma família periférica. O projeto conta com apoio financeiro da Lei Paulo Gustavo, implementada pelo Ministério da Cultura e Governo do Estado da Bahia.
Longa destaca narrativas afetivas de personagens negros
O filme acompanha Miguel, jovem órfão de 16 anos, recentemente adotado por Vanessa, professora de literatura. Em meio à adaptação à nova rotina, Miguel revisita vínculos emocionais com seu passado no orfanato, inclusive com Fábio, seu melhor amigo, ao mesmo tempo em que estabelece uma conexão com Aguinaldo, avô de sua nova família. A relação com Aguinaldo se fortalece por meio da poesia, promovendo o diálogo entre gerações e a construção de laços afetivos.
Com locações previstas em bairros como Paripe, Plataforma e Lobato, a proposta da obra é apresentar a vivência negra sob uma perspectiva centrada nas emoções e na escuta afetiva. A escolha do Subúrbio Ferroviário como cenário pretende valorizar territórios periféricos enquanto espaços narrativos potentes, reafirmando sua centralidade na cultura baiana contemporânea.
Equipe destaca produção periférica e protagonismo negro
A produção é assinada pela Tormento Filmes, com roteiro e autoria de Igor Correia, produção executiva de Gabriela Rocha e direção de produção de Tais Amordivino. O projeto representa a primeira experiência de longa-metragem do diretor com foco em uma abordagem intimista, mantendo o compromisso com o fortalecimento do audiovisual negro na Bahia.
Segundo Igor Correia, o cinema é instrumento de memória e afirmação. “Colocar um adolescente negro no centro de uma narrativa sensível rompe com estigmas e amplia o direito à representação. É uma forma de afirmar que nossos afetos também têm valor e merecem espaço na ficção”, declarou.
Trajetória do diretor é marcada por narrativas periféricas
Formado em Comunicação Social e Cinema pela UniFTC e em Criação de Séries de TV pela Usina do Drama/UFBA, Igor Correia também é autor do livro “A Casa dos Assassinos”. É responsável por curtas como “Estamos Sozinhos”, “Cafuné” e pelo premiado “O Filho do Pastor”, com exibições em festivais nacionais e internacionais. Sua trajetória inclui obras nos gêneros de suspense, fantasia e documentário, sempre com enfoque em narrativas negras e periféricas.
A produção de “A Ponte entre Memórias” foi contemplada nos Editais da Paulo Gustavo Bahia (PGBA). A iniciativa tem financiamento do Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura, com recursos da Lei Complementar nº 195, de 8 de julho de 2022, voltada ao setor cultural.
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