O Museu de Arte Contemporânea da Bahia (MAC_BAHIA) inaugura nesta terça-feira a exposição “Objeto (In)Comum”, que propõe uma reflexão crítica sobre a definição e os limites da arte a partir da apropriação de objetos cotidianos como base para obras visuais. A mostra tem curadoria de Luiz Eudes e Thais Darzé e poderá ser visitada gratuitamente a partir das 17h, com programação educativa complementar durante o período expositivo.
A exposição está dividida em quatro núcleos temáticos, que ocupam diferentes ambientes do casarão histórico onde funciona o MAC_BAHIA. O primeiro núcleo, “Apropriações no Acervo MAC_Bahia”, apresenta obras do próprio acervo do museu reorganizadas sob a perspectiva da apropriação de elementos banais. O segundo, “Casa de pai, escola de filha”, é assinado por Iêda Oliveira e explora relações familiares por meio de objetos domésticos ressignificados.
O terceiro núcleo, “Indivíduo All”, da artista Tuti Minervino, articula objetos e narrativas pessoais com foco na representação do corpo e da identidade. Por fim, o quarto núcleo, “A Avenida Sete: assemblage e heterotopia”, de Stephan Lanz, utiliza objetos encontrados na tradicional avenida soteropolitana para propor leituras urbanas que cruzam memória, espaço público e arte contemporânea.
Programação educativa e atividades paralelas
Durante o período da exposição, o museu promoverá uma série de atividades educativas e interativas, incluindo visitas guiadas, oficinas, debates e palestras, com a participação de artistas e curadores. O objetivo é ampliar o acesso do público às reflexões propostas pela mostra, estimulando a interação com os conceitos de arte contemporânea e a investigação sobre os limites entre o funcional e o simbólico.
A exposição integra a programação especial organizada pelos museus administrados pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), vinculado à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult-BA). Entre terça-feira (29/04) e domingo (04/05), esses museus realizarão uma semana de atividades culturais gratuitas, voltadas a públicos de diferentes faixas etárias, com oficinas, espetáculos, exposições e ações educativas.
A curadoria de “Objeto (In)Comum” destaca-se por incentivar o questionamento sobre o estatuto do objeto comum, resgatando uma abordagem que dialoga com tradições históricas da arte contemporânea, como o ready-made, ao mesmo tempo em que propõe leituras culturais localizadas, conectadas à realidade baiana.
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