A CAIXA Cultural Salvador abre na próxima terça-feira (15/04/2025) a exposição “Jayme Fygura: De Corpo e Alma”, mostra inédita que homenageia a trajetória do artista plástico, poeta e performer Jayme Fygura. Com curadoria de Danillo Barata, a exposição oferece acesso gratuito ao público e permanece aberta até 6 de julho de 2025, funcionando de terça a domingo, das 9h às 17h30, com estrutura acessível para pessoas com deficiência.
Exposição reúne acervo inédito com 50 obras e objetos performáticos
A mostra apresenta 50 obras do artista, entre elas 27 pinturas em acrílico sobre tela e 18 objetos cênicos, como esculturas em ferro, vestimentas, cabeças, falos de Exu e manuscritos. Também estão presentes projeções audiovisuais, incluindo o documentário “Sarcófago”, dirigido por Daniel Lisboa, que investiga os processos criativos e conceituais do artista.
Além do documentário, o público terá acesso a um registro inédito de show performático de Fygura, dirigido pelo mesmo cineasta, e a elementos sonoros criados pelo artista, entre eles sua caixa de som, símbolo recorrente em suas ações artísticas.
Curadoria propõe reflexão sobre corpo, violência e reinvenção estética
Segundo o curador Danillo Barata, a exposição propõe recriar o impacto sensorial da obra de Jayme Fygura, articulando as dimensões visuais, sonoras e performáticas de sua produção. O artista utilizava materiais reciclados e sucatas urbanas como base de sua criação, estabelecendo uma relação direta entre precariedade material e potência expressiva.
“Suas esculturas, máscaras e pinturas exploram o corpo como território de inscrição da violência e da reinvenção. As figuras híbridas e grotescas de sua obra tensionam as leituras convencionais do corpo negro e desestabilizam as noções de humanidade e subalternidade”, afirma o curador.
Legado artístico de Jayme Fygura é resgatado em múltiplas linguagens
A exposição reafirma a relevância de Jayme Fygura na cena artística de Salvador, reconhecendo sua atuação no cruzamento entre as artes visuais, a poesia e a performance. A abordagem curatorial busca reconstituir sua estética e política corporal, promovendo um espaço de contato com seus modos de expressão e os contextos urbanos em que atuava.
Fygura é lembrado por suas ações públicas e performáticas, realizadas frequentemente em espaços abertos, e por seu engajamento crítico com temas como racismo, exclusão social e resistência cultural. A mostra propõe um percurso pela diversidade de formas que compõem seu repertório artístico, abordando sua obra como um campo de experimentação contínua.


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