Entre os meses de abril e julho de 2025, será realizada uma série de seis webinários gratuitos, reunindo mulheres negras de diferentes territórios, gerações e áreas de atuação, com o objetivo de fomentar diálogos em torno da 2ª Marcha das Mulheres Negras por Reparação e Bem Viver, marcada para novembro deste ano, em Brasília (DF). A ação é organizada pelo Comitê Impulsor Nacional da Marcha e busca fortalecer as bases políticas e discursivas da mobilização.
Articulação internacional e foco na formação política
O projeto, intitulado “Webinários – 2ª Marcha das Mulheres Negras: fortalecendo as narrativas, ampliando a incidência!”, pretende fortalecer a organização das mulheres negras nos estados e territórios por meio de espaços de escuta e formação política. Os temas dos encontros refletem demandas históricas e emergentes do movimento negro feminino, e serão abordados por referências nacionais e internacionais nos campos do ativismo, da pesquisa e das políticas públicas.
Temas estratégicos e diversidade de abordagens
Ao longo dos seis encontros, serão debatidos temas como:
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Subjetividade e tecnologia na era dos algoritmos
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Justiça climática e território
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Sistemas públicos e efetivação de direitos
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Autonomia econômica e alternativas de sustentabilidade
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Reparação e perspectivas latino-caribenhas
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Inteligência artificial e ética racial
Segundo a organização, o objetivo é promover diálogos estratégicos entre ativistas, pesquisadoras e lideranças, com ênfase na construção coletiva de conhecimento e no reconhecimento das tecnologias políticas desenvolvidas pelas mulheres negras. Ao final da série, os conteúdos serão sistematizados e darão origem a materiais formativos e a um documento político, a ser lançado durante o Julho das Pretas 2025.
Primeiro encontro: subjetividades e algoritmos
O primeiro webinário acontecerá na terça-feira (15/04/2025), das 19h às 21h30, com o tema “Reparação e Sujeitas Políticas: como enfrentar as tiranias das subjetividades impostas pela datacracia e pelos algoritmos?”. Participam da mesa a jornalista e professora Rosane Borges, da PUC-SP e do programa Diversitas (USP), e Élida Aquino, coordenadora de comunicação da ONG Criola.
De acordo com Rosane Borges, os encontros “permitem lançar novas lentes sobre questões históricas e introduzir temas emergentes que também impactam a vida das mulheres negras”. A pesquisadora destaca a urgência de incluir a dimensão das Big Techs e da formação das subjetividades neoliberais nos debates dos feminismos negros e dos movimentos de emancipação.
Transmissão ao vivo e inscrições
Os webinários serão transmitidos online e permitirão interação ao vivo com até 100 participantes por sessão, além de transmissão aberta pelos canais oficiais da Marcha das Mulheres Negras por Reparação e Bem Viver no YouTube e no Instagram.
As inscrições para o primeiro encontro estão abertas até sexta-feira (14/04) e podem ser feitas por meio do formulário disponível em:
👉 https://forms.gle/FmA4yuPUYhPABELx8
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