BNDES destina R$ 50 milhões para reconstrução do Museu Nacional

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou, nesta quarta-feira (02/04/2025), um novo apoio financeiro não reembolsável de R$ 50 milhões para a reconstrução do Museu Nacional, vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Com esse novo aporte, os investimentos totais do banco na recuperação do museu alcançam R$ 100 milhões.

A iniciativa busca dar continuidade às ações do BNDES para a reconstrução da unidade, que teve grande parte de suas instalações e acervo destruídos por um incêndio em 2018. O banco já havia contratado duas operações anteriores, em 2018 e 2020, nos valores de R$ 21,7 milhões e R$ 28,3 milhões, respectivamente.

Os projetos apoiados pelo BNDES incluem o restauro do Paço de São Cristóvão, a reforma e readequação do prédio da Biblioteca Central, além de ações de divulgação e ativação. Também está prevista a estruturação de um fundo patrimonial para garantir a sustentabilidade financeira do museu a longo prazo.

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou a relevância do investimento: “Em novembro do ano passado, durante a cúpula social do G20, assumimos publicamente o compromisso de reconstruir o Museu Nacional. O governo do presidente Lula está empenhado na recuperação da cultura, e o BNDES é a instituição que mais apoiou o patrimônio histórico do Brasil, com mais de 400 projetos financiados.”

O diretor do Museu Nacional, Alexander Kellner, ressaltou o apoio do BNDES antes mesmo do incêndio: “No dia 6 de junho de 2018, assinamos um aporte de R$ 21,7 milhões. Após o incêndio, o BNDES continuou conosco, sendo flexível na readaptação do projeto aprovado. Esse apoio é um exemplo de compromisso com o país e pode inspirar outras instituições a contribuírem.”

O reitor da UFRJ, Roberto Medronho, também enfatizou a importância dos recursos: “A liberação dos R$ 50 milhões é uma excelente notícia. Essa conquista é fruto do trabalho do ministro da Educação, Camilo Santana, e do comprometimento do presidente Lula.”

O Comitê Executivo do Projeto Museu Nacional Vive, representado por Hugo Barreto, também celebrou o investimento: “Esse novo aporte permitirá o avanço das obras de restauração do Paço de São Cristóvão, incentivando outras instituições a se somarem ao projeto de reconstrução do museu.”

História do Museu Nacional

Criado em 1818 por D. João VI, o Museu Nacional foi inicialmente localizado no Campo de Santana, atual Praça da República, sendo transferido para o Paço de São Cristóvão em 1892. O local serviu como residência da família imperial de 1808 a 1889 e abrigou a Assembleia Constituinte de 1891.

Integrante do Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ, o Museu Nacional é a primeira instituição museológica e científica do Brasil. Seu acervo é um dos mais relevantes da América Latina, com destaque para coleções de antropologia, etnologia e ciências naturais.

Na área de antropologia, o museu abriga uma coleção egípcia, fomentada por D. Pedro II, e a coleção Teresa Cristina, que inclui peças greco-romanas recuperadas de escavações em Herculano e Pompeia. A seção de Etnologia preserva objetos das culturas indígena, afro-brasileira e do Pacífico. No campo das ciências naturais, destacam-se os fósseis de dinossauros, minerais e exemplares de espécies marinhas.

Entre as peças de maior relevância histórica e científica está o fóssil de “Luzia”, considerado o mais antigo fóssil humano já encontrado na América do Sul, com cerca de 13 mil anos. O material foi recuperado após o incêndio de 2018 e segue como objeto de estudo para pesquisas sobre a colonização das Américas.


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