ONU alerta para recorde de mortes de migrantes em 2024 e cobra medidas internacionais

Pelo menos 8.938 pessoas morreram em rotas de migração em 2024, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (21/03/2025) pela Organização Internacional para as Migrações (OIM), ligada à ONU. O número representa o mais alto já registrado desde o início da compilação de estatísticas sobre mortes de migrantes. A entidade destaca que o total real pode ser ainda maior, pois muitas mortes não são relatadas.

A OIM classificou a situação como uma “tragédia inaceitável e evitável”, destacando a necessidade de medidas eficazes para proteger populações vulneráveis. A diretora da OIM, Amy Pope, enfatizou que “não se trata apenas de números, mas de vidas humanas perdidas em situações que poderiam ser prevenidas“.

Principais rotas e causas das mortes

Os dados revelam que a travessia do Mar Mediterrâneo continua sendo a rota mais letal, com mais de 3.000 mortes registradas em 2024. A OIM também destacou um aumento expressivo no número de óbitos em rotas terrestres, especialmente nas fronteiras dos Estados Unidos com o México e em regiões do Saara e do Corno de África.

Entre as principais causas das mortes, estão afogamentos, desidratação, violência e acidentes. Muitas das vítimas são mulheres e crianças que viajam em condições precárias e sem proteção adequada.

Medidas propostas pela ONU

Diante do recorde de mortes, a ONU reforçou o apelo para que os governos e organizações internacionais adotem medidas concretas para garantir rotas migratórias seguras. Entre as recomendações estão:

  • Expansão de canais legais de migração para reduzir o número de atravessias arriscadas;
  • Fortalecimento da cooperação internacional para combater redes de tráfico de pessoas;
  • Aprimoramento dos sistemas de busca e resgate em regiões de maior risco;
  • Garantia de condições dignas para migrantes e refugiados em países de trânsito.

Amy Pope ressaltou que “a resposta global à crise migratória deve ir além do controle de fronteiras, priorizando a proteção de vidas humanas“.

*Com informações da RFI.


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