A quarta edição da Supercopa Feminina foi concluída neste sábado (15), marcando a abertura oficial do calendário do futebol feminino no Brasil. Em um jogo equilibrado e decidido nos pênaltis, o São Paulo superou o Corinthians e conquistou seu primeiro título na competição. A edição de 2025 teve premiação recorde, sendo 20% maior em relação ao ano anterior. O campeão recebeu R$ 700 mil, enquanto o vice levou R$ 500 mil. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) ampliou também os valores repassados a todas as equipes participantes.
A partir de 2026, a Supercopa Feminina passará por alterações em seu formato. Segundo anunciou o presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, no mês passado, a competição será disputada entre os campeões do Brasileirão Feminino A1 e da Copa do Brasil Feminina, torneio que será retomado na próxima temporada.
Expansão do futebol feminino no Brasil
O diretor de Competições da CBF, Julio Avellar, ressaltou a relevância das mudanças e destacou os investimentos na modalidade.
“Gostaria de parabenizar os oito clubes que disputaram esta edição da Supercopa Feminina e, em especial, São Paulo e Corinthians, que protagonizaram um grande jogo. O grande diferencial deste ano é o investimento da CBF no futebol feminino. Em 2024, o calendário contou com 450 jogos, e a previsão para 2026 é de um crescimento de 52%, totalizando quase 700 partidas”, afirmou Avellar.
A cerimônia de premiação contou com a presença de Arthur Elias, técnico da Seleção Feminina, Harry Massis, vice-presidente do São Paulo, Augusto Melo, presidente do Corinthians, e Kin Saito, diretora executiva de futebol feminino da Federação Paulista de Futebol (FPF).
A Supercopa Feminina abriu oficialmente o calendário do futebol feminino no Brasil. No próximo sábado (22/03/2025), terá início o Brasileirão Feminino A1, que promete ser uma das edições mais disputadas, reunindo atletas da Seleção Brasileira e jogadoras estrangeiras.
Título inédito para o São Paulo
A final da Supercopa Feminina 2025 repetiu o confronto decisivo do Brasileirão Feminino 2024, quando o Corinthians saiu vitorioso. Desta vez, o São Paulo levou a melhor e celebrou seu primeiro título na competição. A diretora de futebol feminino do clube, Cleo Prado, destacou a relevância do resultado.
“Este é o primeiro título do São Paulo nesta nova gestão. Conquistá-lo no Morumbi, em um clássico deste porte, é significativo. O resultado reforça a eficiência da estruturação e do planejamento adotados para a temporada. O futebol feminino exige investimentos de longo prazo, e nosso projeto tem como base desenvolver atletas da base. Na final, cinco jogadoras oriundas das categorias de formação estiveram em campo”, afirmou Prado.
A diretora executiva de futebol feminino da FPF, Kin Saito, elogiou o nível competitivo das equipes finalistas e a evolução do futebol feminino no país.
“A final demonstrou a força dos clubes paulistas e evidenciou o alto nível competitivo da modalidade. O crescimento do futebol feminino é resultado de investimentos e planejamento estratégico. A temporada de 2025 está apenas começando, com o retorno da Copa do Brasil, os campeonatos estaduais e outras competições. Parabenizo o São Paulo pelo título inédito e o Corinthians por mais uma campanha de destaque”, afirmou Saito.


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