Projeto Agô Bahia celebra os 131 anos de nascimento de Mãe Menininha do Gantois

Na noite de segunda-feira (10/01/2025), o terreiro Ilé Iyá Omi Axé Iyamasé (Gantois), localizado no bairro da Federação, em Salvador, foi palco da celebração dos 131 anos de nascimento de Mãe Menininha do Gantois e dos 33 anos do memorial dedicado à liderança religiosa, falecida em 1986. O evento contou com a presença de lideranças do candomblé, autoridades civis e representantes culturais, que acompanharam palestras e apresentações musicais.

A iniciativa teve o apoio da Secretaria de Turismo do Estado da Bahia (Setur-BA), por meio do projeto Agô Bahia, que visa valorizar as religiões de matriz africana e promover melhorias nos terreiros. Durante a programação, os participantes destacaram a relevância do projeto para a preservação do patrimônio cultural afro-brasileiro.

“O memorial é uma referência patrimonial e, através dele, conseguimos desenvolver um trabalho sociocultural, religioso e acadêmico, atendendo visitantes diariamente. Graças a parcerias como a da Setur-BA, promovemos este encontro em um espaço que proporciona conforto para o diálogo”, afirmou a historiadora Tanira Fontoura, Egbomi de Iemanjá do Gantois.

O coordenador do Agô Bahia, Paulo Sobrinho, ressaltou a importância do terreiro e do memorial na manutenção do legado de Mãe Menininha. “O espaço preserva sua história e permite que novas gerações compreendam sua relevância espiritual, cultural e histórica. Além das melhorias no Gantois, realizamos intervenções em mais nove terreiros e elaboramos um roteiro de visitação aos templos, com diretrizes sobre o comportamento dos turistas, em parceria com as lideranças religiosas”, explicou.

O Terreiro do Gantois foi fundado em 1849 pela africana liberta Maria Júlia da Conceição Nazareth e é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Sua bisneta, Maria Escolástica da Conceição Nazareth, conhecida como Mãe Menininha, assumiu o sacerdócio em 1922 e se tornou uma das mais influentes lideranças religiosas do país. O memorial dedicado à ialorixá exibe mais de 500 itens, incluindo documentos, fotografias e objetos rituais e pessoais, e está aberto à visitação de terça a sexta-feira, das 9h às 12h e das 14h às 17h, e aos sábados, das 9h às 12h.


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