Hamilton Assis cobra providências sobre desabamento na Igreja de São Francisco

O vereador professor Hamilton Assis (PSOL) cobrou respostas das autoridades e reforçou a necessidade de investimentos para a preservação do patrimônio histórico e cultural de Salvador. A manifestação ocorreu após o desabamento de parte do teto da Igreja da Ordem Terceira de São Francisco, no Centro Histórico, que resultou na morte de uma turista e deixou cinco pessoas feridas.

Hamilton Assis lamentou o ocorrido e destacou a importância do local para a cidade. “Diante da tragédia, lamentamos profundamente o falecimento de Giulia Panchoni e somos solidários à sua família. A igreja, com seu interior revestido de ouro, é um espaço de grande relevância cultural, utilizado para cerimônias e visitado por moradores e turistas que frequentam o Pelourinho”, afirmou.

O vereador ressaltou que, segundo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a responsabilidade pela manutenção do imóvel é da Ordem Primeira de São Francisco. Em nota, o Iphan informou que “enquanto órgão de proteção do patrimônio cultural brasileiro, tem atuado na preservação do bem, com ações como o restauro dos painéis de azulejaria portuguesa, concluído em maio de 2023, e a elaboração do projeto de restauração do edifício, atualmente em andamento”.

Preservação do patrimônio histórico

Hamilton Assis alertou para a necessidade de um olhar mais atento sobre a preservação dos imóveis históricos de Salvador, destacando que o episódio reforça a urgência de fiscalização e manutenção. “É preciso apurar as responsabilidades do proprietário, que, neste caso, é a Igreja, e também de quem tem o dever de fiscalizar. Esse é um tema que envolve diversos setores e questões mais amplas, incluindo a gestão pública dos imóveis do Centro Antigo de Salvador”, afirmou.

O vereador também mencionou a situação de imóveis desocupados no Centro Histórico e defendeu a valorização das moradias na região. “O Centro Antigo abriga vários imóveis vazios, de propriedade pública, sem cumprir sua função social. São os moradores e ocupantes desses casarões os reais responsáveis pela preservação do patrimônio material e imaterial da cidade, ao realizarem pequenas reformas e manterem os edifícios em pé”, declarou.

Hamilton Assis, que esteve no local do acidente acompanhado da vereadora Eliete Paraguassu (PSOL), defendeu a articulação entre os diferentes níveis de governo para garantir a função social da propriedade urbana. “Os governos precisam estruturar seus órgãos de patrimônio e adotar políticas para a permanência da população negra e vulnerabilizada que vive e trabalha nesse território, pois são essas pessoas que preservam a memória e a história do lugar”, afirmou.

Demolição irregular no Centro Histórico

Além do desabamento na Igreja da Ordem Terceira de São Francisco, o vereador mencionou outro episódio recente no Centro Histórico, ocorrido na semana anterior. De acordo com Hamilton Assis, houve uma tentativa irregular de demolição de um prédio tombado na Ladeira da Preguiça. Ele destacou que os responsáveis pela obra alegaram possuir autorização, mas não apresentaram documentação. A comunidade denunciou a intervenção e conseguiu impedir a demolição.

*Com informações da Câmara Municiapal De Salvador.


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