A ministra da Saúde, Nísia Trindade, ressaltou a importância da conscientização da população sobre os focos do mosquito Aedes aegypti durante sua participação no programa “Bom dia, Ministra” nesta quinta-feira (12/12/2024). A fala da ministra se referiu à mobilização nacional contra a dengue, o “Dia D”, marcado para o próximo sábado, 14 de dezembro, que visa sensibilizar a sociedade sobre as medidas preventivas e de controle da doença.
A mobilização será realizada em todo o Brasil, com a participação de agentes comunitários de saúde e de combate às endemias, que visitarão residências para orientar a população sobre como prevenir a proliferação do mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika. Nísia Trindade lembrou que 75% dos focos do Aedes aegypti estão localizados nas residências ou em seu entorno. “Cada um pode fazer o ‘Dia D’ na sua comunidade, buscando sempre o reforço dos nossos profissionais, agentes comunitários, agentes de endemia”, afirmou a ministra. Ela destacou ainda que a mobilização representa uma “chamada de atenção para todos”, dada a importância da participação individual no combate à dengue.
A ministra também enfatizou que, apesar das ações preventivas, os números de casos de dengue têm sido elevados, com mais de 6 milhões de casos notificados no país. “A fase agora é de forte prevenção e controle dos focos, mas sabemos que haverá casos. Para isso, temos que estar organizados, com o apoio do SUS e a colaboração dos governadores”, afirmou Nísia, reforçando a necessidade de um esforço conjunto entre o Governo Federal, estados, municípios e a população.
Cenário Epidemiológico e Ações do Governo
De acordo com o Boletim InfoDengue, até a Semana Epidemiológica 49, os casos de dengue e chikungunya aumentaram, especialmente nas regiões Sul e Sudeste, com menor incidência no Centro-Oeste. O Distrito Federal, Minas Gerais e Paraná foram os estados com maiores números de casos.
Em resposta a esse cenário, o Governo Federal já destinou R$ 1,5 bilhão para o controle da dengue no ciclo 2024/2025, um aumento de 50% em relação ao período anterior. Além da distribuição de inseticidas e biolarvicidas, os recursos estão sendo aplicados no desenvolvimento e implementação de novas tecnologias, como o uso do método Wolbachia, estações disseminadoras de larvicidas (EDLs) e mosquitos estéreis. O investimento também abrange a compra de insumos laboratoriais para testagem de arboviroses e a disponibilização de vacinas para o público elegível, com o intuito de reduzir a propagação das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.


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