O Novembro Azul, tradicional campanha de conscientização sobre a saúde masculina, este ano reforça a atenção à prevenção cardiovascular, uma das principais causas de mortalidade entre homens acima dos 40 anos. Dados do Ministério da Saúde revelam que 68% das mortes na faixa etária entre 20 e 59 anos são de homens, cuja expectativa de vida é 7,6 anos menor do que a das mulheres. Entre os fatores que contribuem para esse cenário, destacam-se hábitos prejudiciais, como má alimentação, sedentarismo e resistência ao acompanhamento médico regular.
Especialistas apontam que os problemas cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC), estão diretamente relacionados ao consumo excessivo de sal e gorduras, abuso de álcool, tabagismo e altos níveis de estresse. Segundo o cardiologista Sérgio Câmara, a prevenção é essencial para reverter o quadro. “Homens precisam adotar hábitos saudáveis, como uma alimentação equilibrada e exercícios físicos regulares, além de realizar exames médicos periódicos para detecção precoce de doenças cardíacas”, afirmou.
Os avanços médicos também têm desempenhado um papel crucial no tratamento das doenças cardiovasculares. A hemodinâmica, ramo especializado da cardiologia, tem viabilizado diagnósticos mais precisos e tratamentos minimamente invasivos. O cateterismo cardíaco, por exemplo, é recomendado para pacientes com sintomas de risco, como dores no peito e falta de ar, e permite identificar obstruções coronarianas. “Intervenções como a angioplastia com stents farmacológicos têm salvado vidas e garantido uma recuperação mais rápida aos pacientes”, destacou Sérgio Câmara.
Além dos fatores comportamentais, diferenças biológicas também influenciam na maior incidência de problemas cardiovasculares entre os homens. Enquanto o estrogênio confere às mulheres certa proteção ao sistema cardiovascular, os altos níveis de testosterona nos homens aumentam o risco de infartos e AVCs. Para reverter esse quadro, é necessário promover mudanças culturais que incentivem a adoção de rotinas de autocuidado e a busca por ajuda médica de forma preventiva.
Para o especialista, a combinação entre tecnologia e estratégias personalizadas de prevenção é o caminho para reduzir a mortalidade masculina. Ele destaca ainda a importância de um sistema de saúde acessível, capaz de oferecer procedimentos modernos. “Neste Novembro Azul, o foco é claro: prevenção, diagnóstico precoce e acompanhamento médico regular são os pilares para salvar vidas”, concluiu Sérgio Câmara.


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