Salvador registra maior queda na desocupação entre capitais brasileiras, segundo Pnad

Salvador apresentou uma significativa redução na taxa de desocupação, conforme dados divulgados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa de desocupação da capital baiana caiu de 15% no segundo trimestre de 2024 para 11% no terceiro trimestre, uma queda de 4 pontos percentuais. Em comparação com o mesmo período do ano anterior, quando a taxa era de 15,1%, a redução foi de 4,1 pontos percentuais.

A pesquisa do IBGE aponta que Salvador liderou a redução da desocupação entre todas as capitais brasileiras no período analisado. No total, a população ocupada da cidade alcançou 1,4 milhão de pessoas, o que representa um aumento de 107 mil em relação ao trimestre anterior. Entre os setores que mais contribuíram para esse resultado destacam-se trabalhadores de serviços, vendedores do comércio e mercados, operários e artesãos da construção civil, bem como ocupações elementares.

Para Mila Paes, secretária municipal de Desenvolvimento Econômico, Emprego e Renda (Semdec), os avanços são reflexos de iniciativas estruturadas pela Prefeitura de Salvador. “A geração de empregos é um desafio histórico da nossa cidade, e decidimos enfrentá-lo com a implementação de programas como o Treinar para Empregar, que desde 2021 já capacitou quase 70 mil pessoas. Nossa meta é atender outras 100 mil nos próximos quatro anos”, afirmou.

O programa Treinar para Empregar tem como foco capacitar mão de obra para setores em expansão, como construção civil, energia solar, saúde, logística e varejo. Segundo a secretária, além da formação profissional, o município oferece intermediação de mão de obra por meio do Sistema Municipal de Intermediação de Mão de Obra (Simm).

Outras iniciativas, como o programa Invista Salvador, também têm contribuído para impulsionar a economia local. Esse programa tem como objetivo facilitar a abertura de empresas e atrair investimentos para a cidade. “Auxiliamos o investidor em todas as etapas, desde o interesse inicial até a consolidação do negócio, criando um ambiente favorável para a geração de empregos”, explicou Mila Paes.

Os resultados apresentados pela Pnad são considerados positivos e indicam avanços nas políticas públicas de geração de emprego e renda na capital baiana. Contudo, especialistas destacam que desafios estruturais ainda persistem e exigem a continuidade de ações integradas entre poder público, setor privado e sociedade civil.


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