CAIXA cultural Salvador recebe exposição “Dois Indígenas da Amazônia – Vida e Arte”

A CAIXA Cultural Salvador inaugura, a partir de terça-feira (29/10/2024), a exposição “Dois Indígenas da Amazônia – Vida e Arte”. A mostra, que ficará em cartaz até o domingo (15/12), é composta por 63 obras dos artistas visuais indígenas Duhigó e Dhiani Pa’saro, e está aberta ao público com entrada gratuita de terça-feira a domingo, das 9h às 17:30h.

Com curadoria de Nei Vargas, a exposição oferece um recorte da produção artística de Duhigó e Dhiani Pa’saro, que fundamentam sua pesquisa na ancestralidade dos povos indígenas da Amazônia. As obras de ambos os artistas estão presentes em acervos renomados, como o Museu de Arte de São Paulo (MASP) e a Pinacoteca de São Paulo. A mostra ressalta a importância do colecionismo na constituição de acervos culturais, sendo derivada de uma coleção pertencente à Associação de Educação do Homem de Amanhã do Brasil (HABRA), uma organização não governamental que se dedica a projetos de proteção social, educação, direitos humanos e cultura.

Entre as obras em exibição, destaca-se “Sol Ancestral”, de Dhiani Pa’saro, da etnia Wanano. Esta obra em marchetaria é inspirada em uma pintura original encontrada em uma rocha no estado do Pará. Outra peça importante é “Utá Hori III”, uma tela de Duhigó que retrata um muiraquitã, um objeto simbólico de forma de rã que representa felicidade, sorte e poderes especiais para os povos indígenas da Amazônia.

Sobre os artistas:

Duhigó é reconhecida por sua significativa contribuição à arte amazonense e brasileira, sendo a primeira mulher indígena amazonense a integrar o acervo do MASP. A artista declarou: “Eu pinto o que não existe mais e isto é muito importante para o meu povo. Quando Duhigó fechar os olhos, a minha arte contará minha história e dos Tukano.” Em 2023, foi premiada como Mestra das Artes Visuais pela Funarte e pelo Ministério da Cultura.

Dhiani Pa’saro, integrante do povo Wanano, utiliza a técnica da marchetaria, inspirando-se na ancestralidade e nos trançados feitos com fibras e cipós da floresta amazônica. “Com a marchetaria, eu trago os trançados feitos pelos meus antepassados”, afirma Pa’saro, evidenciando a conexão entre sua arte e suas raízes culturais.



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