Circo Picolino realiza homenagem ao papel feminino nas artes circenses da Bahia

No dia 26 de outubro, o Circo Picolino realizará o evento “A Mulher do Circo – Bahia”, destinado a homenagear a contribuição das mulheres na arte circense na Bahia. Esta celebração visa reconhecer o papel feminino ao longo das diversas gerações, formações e modos de produção que caracterizam o universo circense brasileiro. A programação incluirá apresentações artísticas, desfiles, poesia, teatro e performances de arte circense.

O destaque da noite será o espetáculo “A Mulher do Circo – A Noite do Tapete Vermelho”, que contará com uma banda composta exclusivamente por mulheres. A curadoria e a direção artística estarão sob a responsabilidade de Luana Tamaoki Serrat, gestora do Circo Picolino, e a co-criação do evento envolverá artistas circenses como Verônica Tamaoki, Nina Porto, Nana Porto e Wilma Macêdo. A direção musical será de Viva Varjão, e a cenografia incluirá uma passarela-picadeiro, garantindo acessibilidade em Libras.

O evento incluirá um desfile em homenagem a artistas e mestras do circo, como Maria José Aurora Calado, a Dona Zeza, fundadora do Circo Marco Polo, e Valnice Augusto Nascimento, conhecida como Baianinha. Também serão homenageadas Dona Cida, fundadora do Circo Dallas, e Norma Sueli Cardin dos Santos, que criou o Circo Jamaica. Jucineide Conceição Silva, a Dona Neide, e Maryanne Dultra B. Galinski, fundadora da Escola Circo do Capão, estão entre as homenageadas. A celebração também reconhecerá a trajetória de Francineide Queiroz, que administra o Circo Starlone, e de Maria Lucia Cardoso Silva, com 62 anos de história no circo.

O projeto “A Mulher do Circo – Bahia” também homenageará Odre Consiglio, que atuou como atriz, dançarina e coreógrafa no Circo Garcia, e Katia Neide, artista com mais de 40 anos de carreira. Marlete Fernandes, que administra o Circo Big Brother, será outra mestra a ser reconhecida. Além das homenageadas, diversas artistas circenses participarão da celebração, abrangendo trapezistas, malabaristas e acrobatas, tanto da capital quanto de outras regiões da Bahia.

A iniciativa se inspira em um projeto do Centro de Memória do Circo (CMC), de São Paulo, que busca preservar a história do circo no estado e destacar a importância das mulheres nesse contexto. Verônica Tamaoki, idealizadora do projeto e coordenadora do CMC, afirmou que a celebração das conquistas femininas no circo é uma forma de inspirar futuras gerações e valorizar a herança cultural das mulheres.

Além da celebração, será lançada em dezembro de 2024 uma revista que reunirá histórias de mulheres de diferentes gerações e formações circenses. A publicação, que terá versões impressa e digital, incluirá artigos, entrevistas e perfis das artistas homenageadas. A direção de pesquisa e a linha editorial serão responsabilidade de Verônica Tamaoki, enquanto o projeto gráfico será elaborado por Virgínia Yoemi Fujiwara, designer envolvida com a história do Circo Picolino.

Luana Tamaoki Serrat destacou que o projeto “A Mulher do Circo – Bahia” ocorre em um momento de renovação do Circo Picolino, que apresenta uma gestão majoritariamente feminina. “Estamos celebrando cada mulher que dedicou sua vida ao circo, reconhecendo sua importância. O evento é uma oportunidade de fortalecer a visibilidade das mulheres neste setor”, declarou Luana.

Integrando a programação, no domingo (27/08), às 19h, será apresentado o solo circense “O Salto”, realizado pela artista Ninha Almeida, com direção de Lucas Mariani. A obra, inspirada nas memórias da artista na zona rural da Bahia, proporcionará ao público uma experiência rica em teatro, dança e técnicas circenses. A entrada terá preços acessíveis, variando entre R$ 20 e R$ 10.

O projeto “A Mulher do Circo – Bahia” foi contemplado nos Editais da Paulo Gustavo Bahia, recebendo apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura, em conformidade com a Lei Paulo Gustavo, direcionada pelo Ministério da Cultura.


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