Hospital Metropolitano promove campanha de conscientização sobre doação de órgãos durante o setembro verde

No Brasil, conforme dados do Ministério da Saúde, mais de 40 mil pessoas estão na fila para transplante de órgãos. O aumento do número de doadores é crucial para que essas pessoas possam acessar tratamento adequado e melhorar sua qualidade de vida. O mês de setembro foi designado para campanhas de conscientização sobre a doação de órgãos, culminando no Dia Nacional de Doação de Órgãos e Tecidos, celebrado na sexta-feira (27/09/2024).

Neste contexto, a Comissão de Humanização do Hospital Metropolitano, unidade gerida pela Santa Casa Ruy Barbosa, promoveu uma atividade informativa direcionada aos familiares de pacientes na recepção. A ação incluiu uma apresentação sobre a relevância da doação, abrangendo os processos que envolvem desde o doador até o receptor. Para tornar o momento mais acolhedor, colaboradores realizaram uma apresentação musical e distribuíram folders informativos e laços verdes, que simbolizam a campanha. Além disso, está programada uma ação com representantes da Organização de Procura de Órgãos (OPO) voltada para a equipe técnica do hospital.

A doação de órgãos pode ser realizada por dois tipos de doadores: o doador vivo e o doador falecido. O doador vivo é qualquer pessoa que consinta com a doação, desde que o procedimento não comprometa sua saúde. Neste caso, é possível doar um dos rins, parte do fígado, parte da medula óssea ou parte do pulmão. Por outro lado, a maioria dos transplantes é realizada a partir de doações de indivíduos com morte encefálica, frequentemente resultantes de traumatismos cranianos ou Acidente Vascular Cerebral (AVC). Para que a doação ocorra, a morte cerebral deve ser verificada e comprovada clinicamente por uma equipe médica, por meio de exames laboratoriais.

Após a confirmação da morte encefálica, a decisão de doar deve ser tomada pela família. A abordagem é realizada por uma equipe multidisciplinar capacitada, que atua de forma empática e explica a importância desse gesto. Uma vez que a doação é autorizada, a OPO e a Central de Transplantes são acionadas para iniciar o processo.

Entretanto, nem todas as famílias conseguem tomar essa decisão em momentos de dor profunda. Por isso, é fundamental que aqueles que desejam ser doadores conversem abertamente com seus familiares e cuidadores, expressando suas intenções. Não é necessário formalizar a vontade por meio de documentos.

Cada ato de doação pode impactar significativamente a vida de outras pessoas. Assim, é essencial promover o diálogo sobre o tema e incentivar conversas familiares sobre a doação de órgãos. Qualquer pessoa em boas condições de saúde, com idades entre dois e 80 anos, pode ser considerada para doação. Para mais informações, os interessados podem acessar o site http://www.saude.ba.gov.br/transplantes.


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