O Estádio de Pituaçu, localizado em Salvador, tem se consolidado como um importante espaço para a prática do futebol na Bahia, especialmente para as categorias amadoras e de base. Nos últimos três meses, o estádio recebeu um total de 168 partidas, resultando em uma média de mais de um jogo por dia. Este número impressionante reflete o crescente uso do equipamento, que se tornou essencial para clubes que não dispõem de estádios próprios para suas competições.
Vicente Neto, diretor-geral da Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia (Sudesb), enfatizou a relevância do estádio no cenário esportivo local. “Se não fosse Pituaçu, muitos desses times não teriam onde jogar, o que poderia inviabilizar diversas competições na Bahia. O retorno deste investimento se reflete no desenvolvimento do futebol e na descoberta de novos talentos”, afirmou. A Superintendência busca atender à demanda de clubes amadores e profissionais, proporcionando um local de qualidade para as partidas.
Desde a reabertura do estádio, após um período de manutenção do gramado, em março de 2024, a programação se mostrou intensa. Já estão confirmados mais seis jogos até o final do mês de setembro, totalizando 30 partidas neste mês. A expectativa é que o número de jogos em 2024 supere a marca de 200, considerando o histórico de partidas realizadas até o momento. A alta demanda por agendamentos se mantém, com uma programação cheia também para os meses subsequentes.
Ricardo Lima, presidente da Federação Bahiana de Futebol (FBF), ressaltou a importância do Estádio de Pituaçu para clubes que não possuem local próprio. “O potencial do estádio vai além da realização de jogos; ele serve como um espaço de formação para jovens que sonham em se tornar jogadores profissionais”, destacou Lima.
Manutenção do Gramado
O elevado número de jogos tem gerado um desgaste significativo no gramado, o que requer manutenção constante. Fernando Carvalho, engenheiro agrônomo da Sudesb, explicou que o período chuvoso em Salvador entre março e setembro agrava essa situação. “A combinação de alta carga de jogos e condições climáticas desfavoráveis aumenta os danos à grama. No entanto, já estamos adotando cuidados intensivos para sua recuperação”, afirmou.
Carvalho detalhou as práticas de manutenção, incluindo a aplicação de NPK (Nitrogênio, Fósforo e Potássio) e técnicas específicas para fortalecer o solo e a estrutura do gramado. Ele mencionou ainda a presença de microrganismos e insumos biológicos, que ajudam a promover a saúde do gramado, proporcionando melhores condições para os jogos.
A coloração atual do gramado, que tem gerado curiosidade, é resultado das práticas de manutenção e do combate a espécies invasoras, comum em áreas próximas a parques. O engenheiro agrônomo assegurou que a gestão do estádio está atenta a essas questões, buscando sempre oferecer um campo de jogo adequado para os atletas.


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