Apagão simbólico em Salvador conscientiza sobre o retinoblastoma

Na noite de quinta-feira (19/09/2024), os Arcos da Montanha, localizados no Centro de Salvador, e o Monumento a Clériston Andrade, situado em Ondina, apagaram suas luzes por alguns minutos. Essa ação integrou a iniciativa da Prefeitura de Salvador em apoio à campanha promovida pela Associação para Crianças e Adolescentes com Câncer (Tucca), que visa alertar a população sobre a importância do diagnóstico precoce do retinoblastoma, considerado o câncer ocular mais comum na infância.

O apagão, simbolizando a cegueira, uma das possíveis consequências da doença, ocorreu em diversas cidades do Brasil. Alexandre Reis, titular da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), enfatizou que o diagnóstico precoce e a assistência adequada são fatores fundamentais no combate ao retinoblastoma. Ele destacou que, embora o câncer ocular infantil represente cerca de 400 novos casos anuais no Brasil, a detecção em estágio inicial pode levar à cura e à preservação da visão.

Em Salvador, o Teste do Olhinho é disponibilizado pela SMS em unidades como o Multicentro de Saúde Carlos Gomes e o Instituto de Cegos da Bahia. Este exame deve ser realizado logo após o nascimento e periodicamente até os cinco anos de idade, a faixa etária mais afetada pela doença. O município também contrata serviços de acompanhamento, tratamento e cirurgia em hospitais como o Aristides Maltez e o Santa Izabel.

Os dados sobre atendimentos relacionados ao retinoblastoma em Salvador demonstram um aumento significativo. Nos primeiros sete meses de 2024, foram registrados 24 atendimentos, em comparação a apenas três no mesmo período do ano anterior, resultando em um crescimento de 800%. Walter Júnior, subsecretário municipal de Cultura e Turismo, ressaltou a importância de utilizar monumentos como plataformas de apoio a causas sociais. “Apagar as luzes é uma forma poderosa de manifestar solidariedade e chamar a atenção da sociedade para a cura deste câncer infantil”, afirmou.

O diretor Ângelo Magalhães, da Diretoria de Iluminação Pública (Dsip), vinculada à Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop), também ressaltou a importância da ação para sensibilização da população. “Conscientizar sobre o retinoblastoma é crucial para salvar vidas. Apagar esses monumentos é mais que um gesto simbólico; é uma forma de enfatizar a necessidade do diagnóstico precoce e das intervenções adequadas”, ponderou.


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