A Biblioteca Central dos Barris, por meio do Espaço Xisto Bahia, apresenta a exposição “Um Sertão que Mora em Mim”, da artista Gil Santana. A mostra estará aberta ao público de segunda-feira (09/09/2024) a segunda-feira (30/09), com visitação gratuita de segunda a sexta-feira, das 09:00h às 12:00h e das 13:00h às 19:00h, e aos sábados, das 14:00h às 18:00h. A curadoria é de Oscar D’Ambrósio.
A exposição é composta por 30 obras, que incluem pinturas em acrílica sobre tela e arte têxtil. Gil Santana explora, através de sua arte, uma visão do Sertão que transcende o estereótipo tradicional de uma região árida e inóspita. Em vez disso, a artista oferece uma representação de um Sertão abundante, generoso e vigoroso. As obras são um convite para uma viagem sensorial e imaginativa a um Sertão vibrante e repleto de significados.
O soneto “A riqueza dos sertões e Áfricas”, de Taurino Araújo, acompanha a exposição, proporcionando uma interpretação poética das cores e ritmos presentes na obra de Santana. O poema descreve a complexidade e a beleza dos sertões e suas conexões culturais com a África, ressaltando como as ancestralidades e as experiências universais se entrelaçam. A composição poética ressalta a riqueza da cultura sertaneja e suas interações com outras tradições.
O soneto “A riqueza dos sertões e Áfricas”
Nos sertões vastos, sob o sol ardente,
O sertanejo forja sua história,
Entre o chão ressequido e a memória,
A terra é dura, mas o espírito é quente.
Por entre secas e chuvas intermitentes,
O sertão revela sua própria glória,
Em cada rocha, culinária e trajetória,
Alquimia se oculta na aridez persistente.
Lá, no horizonte árido e sem fim,
O sertanejo canta sua sina, oásis
Em terras que parecem tão distantes.
Na África, sob o calor do azul, Saara,
Culturas antigas, colares, surrupiada trama,
cores e ritmos que sempre se entrelaçam.
A exposição oferece uma visão abrangente da relação entre o sertão e outras culturas, destacando a universalidade dos temas abordados e a importância de reconhecer a diversidade dentro e fora do contexto sertanejo. A mostra de Gil Santana, apoiada pela curadoria de Oscar D’Ambrósio, é uma oportunidade de refletir sobre a riqueza cultural e a dinâmica entre diferentes formas de expressão artística.


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