Bahia investe quase R$ 5 bilhões em 2024, com foco nas áreas social e de infraestrutura

Os investimentos públicos no estado da Bahia avançam em 2024, com prioridade nas áreas social e de infraestrutura, no segundo ano da gestão do governador Jerônimo Rodrigues. Até agosto, foram aplicados R$ 4,97 bilhões em projetos conduzidos pelos órgãos estaduais, conforme dados da Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz-Ba).

As áreas de infraestrutura e social concentram a maior parte dos recursos investidos, totalizando 91,4% do montante. Somente para projetos das secretarias de Infraestrutura (Seinfra), Infraestrutura Hídrica e Saneamento (SIHS) e Desenvolvimento Urbano (Sedur), foram destinados R$ 2,42 bilhões. Outros R$ 2,12 bilhões foram alocados em ações das secretarias de Educação (SEC), Saúde (Sesab) e Segurança Pública (SSP).

Entre os principais projetos em execução estão a ampliação da rede de escolas de tempo integral, a construção de novas unidades de saúde e a instalação de novas companhias de polícia e de bombeiros. A infraestrutura rodoviária e hídrica também tem sido fortalecida, com a construção de estradas e melhorias para o enfrentamento da seca.

O governador Jerônimo Rodrigues destacou que os investimentos realizados têm como objetivo melhorar a qualidade de vida da população baiana, com ênfase em atender às necessidades mais urgentes. Ele relembrou que, em 2023, a Bahia investiu R$ 8,38 bilhões, ficando em segundo lugar no país, atrás apenas de São Paulo, no ranking de investimentos estaduais. Rodrigues também ressaltou o compromisso de sua gestão com o equilíbrio fiscal e o controle de gastos.

O secretário da Fazenda do Estado, Manoel Vitório, atribuiu o bom desempenho financeiro ao rigor na gestão dos recursos estaduais. Entre janeiro de 2023 e agosto de 2024, a Bahia investiu R$ 13,38 bilhões, a maior parte proveniente de receitas próprias. Vitório destacou ainda o reconhecimento da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), que concedeu à Bahia a nota máxima em sua capacidade de pagamento, a chamada Capag A, e também em qualidade das informações contábeis e fiscais.

Vitório observou que a Bahia atingiu, em 2024, o menor índice de endividamento desde a vigência da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), com a dívida pública correspondendo a apenas 26% da Receita Corrente Líquida (RCL). Esse desempenho contrasta com a situação de outros estados, como Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, cujas dívidas ultrapassam 180% da receita.

A estabilidade das finanças públicas da Bahia permitiu ao estado obter garantias da União para novas operações de crédito. Segundo o secretário, os novos recursos obtidos serão utilizados em investimentos estratégicos, mantendo o perfil controlado da dívida pública.


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