Festival de Cultura e Arte Quilombola celebra legado de mãe Bernadete e valorização das comunidades tradicionais

O Quilombo Pitanga dos Palmares, situado em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador, está sediando a 7ª edição do Festival de Cultura e Arte Quilombola, que ocorre até amanhã (18/08/2024). Este ano, o festival destaca a memória de Mãe Bernadete, líder comunitária e religiosa brutalmente assassinada em 2023. Na manhã deste sábado (17/08), uma missa foi realizada em sua homenagem, marcando o primeiro aniversário de seu falecimento. O evento, que também celebra a cultura quilombola, conta com uma série de atividades culturais e educacionais, incluindo apresentações de música e dança tradicionais, oficinas de artesanato e gastronomia, além da inauguração do Museu Rústico Mãe Bernadete.

Para Wellington Gabriel, neto de Mãe Bernadete, o festival é uma oportunidade crucial para reconhecer e manter viva a memória da avó, destacando suas contribuições para as comunidades quilombolas. “Esse momento é fundamental para relembrar o legado de Mãe Bernadete e reconhecer o impacto dela nas nossas vidas e na cultura quilombola”, afirmou Gabriel.

O festival oferece uma programação diversificada que inclui a Caminhada da Diversidade no último dia, destacando temas como respeito, tolerância religiosa e diversidade cultural. Também está prevista a entrega do Prêmio Mãe Bernadete, que visa reconhecer outras lideranças inspiradas pelo trabalho da homenageada.

A secretária de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais, Ângela Guimarães, ressaltou o apoio do Governo do Estado por meio da Secretaria de Cultura e da Lei Paulo Gustavo, que contribui para a realização do festival. O evento também conta com o apoio da Secretaria de Desenvolvimento Rural e da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), além de ter sido contemplado pelos editais da Lei Paulo Gustavo Bahia (PGBA), voltados ao apoio emergencial ao setor cultural.

A ministra das Mulheres do Brasil, Cida Gonçalves, destacou a importância do festival para manter viva a esperança e a luta pela dignidade e pelos direitos das comunidades quilombolas. Até domingo, o festival continuará a celebrar a riqueza cultural de oito comunidades quilombolas da Bahia e a promover o diálogo sobre questões de direitos e reconhecimento.


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