Em 2023, o número de novas infecções por HIV alcançou 1,3 milhão, superando em três vezes a meta global de menos de 370 mil casos estabelecida para 2025, segundo o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids). A maioria das novas infecções ocorreu fora da África Subsaariana pela primeira vez, evidenciando lacunas significativas na prevenção fora dessa região.
A crise global de HIV revela uma necessidade premente de intensificar os esforços de prevenção, particularmente em países onde populações-chave — como homens que fazem sexo com homens, trabalhadores do sexo, pessoas trans e usuários de drogas — são mais vulneráveis e onde o investimento em prevenção tem sido insuficiente. Estas populações e seus parceiros agora representam 55% das novas infecções, um aumento em relação a 44% em 2010.
Enquanto países como Quênia, Malaui e Zimbábue apresentaram quedas substanciais nas novas infecções devido à expansão do tratamento eficaz e da prevenção primária, o acesso a tecnologias emergentes, como a profilaxia pré-exposição (PrEP), ainda é limitado. Apenas 3,5 milhões de pessoas tiveram acesso à PrEP em 2023, muito aquém da meta de 10 milhões para 2025.
A cobertura de programas de prevenção continua a ser uma preocupação, com lacunas significativas em áreas de alta incidência de HIV. A distribuição global de preservativos caiu drasticamente, refletindo uma redução média de 27% na aquisição global entre 2010 e 2022. O Unaids ressalta a importância de aumentar o investimento em prevenção, fortalecer a liderança política e criar ambientes jurídicos e políticos favoráveis para enfrentar a crise global do HIV.
* Com informações Nações Unidas.


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