O Nordeste foi a região brasileira com maior crescimento econômico no primeiro trimestre de 2024, um feito que não se via desde março de 2015. Os dados, do Banco Central do Brasil (Bacen) e referentes ao índice de atividade IBCR-NE, foram apresentados pelo presidente do Banco do Nordeste (BNB), Paulo Câmara, durante o evento CB Debate, promovido pelo jornal Correio Braziliense.
Trajetória de Crescimento
Paulo Câmara destacou que os avanços econômicos acima da média nacional são resultado de políticas públicas focadas na inovação e no aumento da produtividade. Investimentos em agronegócio e infraestrutura têm sido cruciais para melhorar a eficiência econômica, reduzir custos e fomentar a geração de empregos e renda na área de atuação do Banco, que abrange o Nordeste e partes de Minas Gerais e Espírito Santo. Projetos como o novo PAC, o Acredita e o Nova Indústria Brasil, lançados pelo presidente Lula, desempenham papel significativo, complementados por ações de sustentabilidade ambiental.
Impacto Econômico
Anderson Possa, diretor de Negócios do BNB, apresentou estimativas de impacto dos investimentos realizados pelo Banco em 2023, totalizando R$ 58,5 bilhões. Esses investimentos resultaram em um incremento de R$ 68,7 bilhões na economia, R$ 119,8 bilhões no valor bruto da produção, R$ 10,4 bilhões na arrecadação tributária, R$ 19,6 bilhões na massa salarial e a geração e manutenção de cerca de 2,5 milhões de empregos.
Discussões e Contribuições
O evento CB Debate reuniu autoridades e especialistas para discutir “A força do Nordeste na transformação social do país”. Paulo Câmara participou de um painel com outros líderes, incluindo Décio Lima (Sebrae), Uallace Moreira Lima (MDIC), e o deputado Júlio César de Carvalho Lima (PSD-PI), que discutiram políticas públicas para o desenvolvimento econômico e social. Outros participantes notáveis incluíram Adriana Melo (MIDR), Tadeu Alencar (Ministério do Empreendedorismo), Guilherme Mello (Ministério da Fazenda) e José Aparecido Freire (Sistema Fecomércio/DF).
Os palestrantes enfatizaram a geração de empregos, especialmente por micro e pequenas empresas, mudança de matriz energética, crescimento de parques industriais, melhorias logísticas e fortalecimento de setores como agronegócio, turismo, comércio, serviços e microfinanças. Essas ações, realizadas em conjunto com entidades governamentais, privadas e do terceiro setor, estão promovendo um desenvolvimento regional acima da média brasileira.


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