Movimento destaca os malefícios do cigarro eletrônico entre jovens

Em celebração ao Dia Mundial sem Tabaco, a Fundação do Câncer lançou a campanha #movimentovapeOFF, com o objetivo de alertar a sociedade sobre os perigos do uso de cigarros eletrônicos, especialmente entre jovens. A iniciativa faz parte de uma campanha mais ampla da Organização Mundial da Saúde (OMS) intitulada “Proteger as crianças da interferência da indústria do tabaco”. A Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) relatou um aumento de 600% no consumo de vapes nas Américas nos últimos seis anos.

A campanha da Fundação do Câncer visa cumprir as diretrizes da Convenção-Quadro para Controle do Tabaco (CQCT) e as recomendações do Artigo 13, adotadas na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2004, que incluem a proibição da propaganda, promoção e patrocínio de produtos de tabaco. O foco principal é a população jovem, considerada a mais vulnerável ao início do uso de cigarros eletrônicos.

O diretor executivo da Fundação do Câncer, cirurgião oncológico Luiz Augusto Maltoni, ressaltou que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mantém a proibição da entrada de cigarros eletrônicos no Brasil, mas destacou a forte pressão da indústria do tabaco para a formação de novos fumantes. Maltoni enfatizou que o movimento visa mobilizar a sociedade e entidades públicas e privadas para informar os jovens sobre os riscos desses dispositivos.

Maltoni alertou que o cigarro eletrônico não auxilia na cessação do tabagismo, mas, ao contrário, serve como porta de entrada para o vício, aumentando a probabilidade de migração para o cigarro convencional. Ele destacou que não há evidências científicas que comprovem a eficácia dos cigarros eletrônicos como ferramenta para parar de fumar, mencionando a presença de substâncias tóxicas e cancerígenas nesses dispositivos.

Especialistas apontam que os cigarros eletrônicos, oferecidos em mais de 200 sabores e aromas, enganam os jovens e podem causar problemas graves como pneumonias, queimaduras e explosões. A campanha busca combater a falsa impressão de segurança associada ao uso desses produtos.

Uma pesquisa do Ministério da Saúde revelou que, mesmo com a proibição, cerca de 1 milhão de brasileiros já experimentaram cigarros eletrônicos, sendo 70% deles jovens entre 15 e 24 anos. O epidemiologista e consultor médico da Fundação do Câncer, Alfredo Scaff, destacou que adolescentes que usam vapes têm o dobro de probabilidade de fumar cigarros tradicionais na vida adulta.

A Fundação do Câncer está estabelecendo uma parceria com a Associação Nacional das Universidades Particulares (Anup) para lançar um desafio universitário. Este projeto incentivará alunos e professores de universidades públicas e privadas a desenvolverem iniciativas voltadas para a conscientização dos jovens sobre os riscos dos cigarros eletrônicos.

De acordo com a OMS, o tabaco é responsável por cerca de 8 milhões de mortes anuais, sendo mais de 7 milhões de fumantes ativos e 1 milhão de fumantes passivos. A expectativa de vida dos fumantes é, pelo menos, 10 anos mais curta do que a dos não fumantes.

*Com informações da Agência Brasil.


Tags


Deixe um comentário


Discover more from News Veritas Brasil (NV)

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading