Do trançado de Fortaleza à renda irlandesa de Sergipe. Dos arranjos de flores naturais desidratadas do cerrado do Distrito Federal às peças em cerâmicas mineralizadas em miniatura do Amapá. O 1° Festival Nacional de Artesanato na Bahia reúne em Salvador o que há de mais exclusivo do universo do artesanato de várias regiões do Brasil. Todas as peças estarão expostas e à venda na Arena Fonte Nova de hoje até domingo (19/05/2024). O Festival vai reunir mais de 200 artesãs e artesãos dos 27 territórios de identidade da Bahia e artistas de oito estados, além do Distrito Federal, com entrada gratuita, sujeita à lotação do espaço.
Além do icônico artesanato baiano, os visitantes do Festival poderão encontrar peças variadas do rico e diverso artesanato brasileiro, representados por Alagoas, Amapá, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Piauí, Sergipe, São Paulo, além do Distrito Federal. São peças que sintetizam a cultura e ancestralidade regional de cada estado, muitas delas reconhecidas como patrimônio cultural e imaterial, que encantam não apenas o povo brasileiro, mas turistas de todo o mundo.
O Nordeste terá presença marcante no FENABA. Além da Bahia, outros cinco estados vão representar a região que é conhecida pela grande diversidade artesanal. Importante polo do artesanato brasileiro, o Ceará vai trazer o trançado de Fortaleza, com peças em palhas de carnaúba e milho, transformadas em belas bolsas, cestos, souplast, peneiras e caixas. Reconhecido por ser um grande produtor, o Piauí, vai encantar o público do evento com a arte santeira feita com entalhe em madeira de imagem de santos, anjos, arcanjos, apóstolos, entre outros. Peças em macramê e crochê, como bolsas, porta copos, brincos e gorros serão os destaques do Maranhão. O estado também vai apresentar no Festival, biojoias de semente de palmito juçara e açaí, conchas e búzios.
As belas e coloridas peças de bordado filé, patrimônio cultural e imaterial de Alagoas, serão o grande destaque do estado no Festival. O bordado filé é uma tradição alagoana carregada de ancestralidade que atravessa gerações. Outro carro chefe será a moda em couros de tilápia e bode, representadas em belas peças, como bolsas e sapatos.
Reconhecida pelo Instituto de Patrimônio Histórico Artístico Nacional (Iphan), como patrimônio cultural do Brasil, a renda irlandesa será a grande atração do artesanato de Sergipe. A renda irlandesa foi trazida ao Brasil no século 18 e atravessa gerações no estado. A técnica é produzida com agulha, que combina uma multiplicidade de pontos executados com fios de lacê. A renda irlandesa vem sendo usada em alta costura, sendo utilizada por grandes estilistas do Brasil e até da Europa. No FENABA, a renda irlandesa poderá ser encontrada em toalhas, roupas, colares, brincos, bolsas, entre outras peças. Alagoas também trará para a feira peças em cerâmica.
A região sudeste estará presente no FENABA representados pelos estados do Espírito Santo e São Paulo. Do Espírito Santo, teremos as Casacas, instrumento musical de percussão feito em madeira camará e bambu, um dos símbolos do folclore capixaba. Além de produzir um som inconfundível, a casaca, também conhecida como reco-reco, chama atenção pelo visual artístico. A sua superfície simula o corpo de uma pessoa e no topo são esculpidas cabeças humanas.
O estado de São Paulo trará as famosas biojoias produzidas com escama de peixes. As peças produzidas em cores naturais ou coloridas chamam atenção pela originalidade e beleza. O estado de São Paulo também vai apresentar as famosas galinhas na cabaça e pássaros entalhados e pintados na madeira, belas peças decorativas.
O Norte, representado pelo estado do Amapá, vai trazer peças em cerâmicas mineralizadas em miniatura que fazem referência à cultura do estado, além de adereços, como colares e pulseiras que representam a ancestralidade dos povos indígenas. Já o Distrito Federal vai trazer para o Festival a beleza e delicadeza dos arranjos de flores naturais desidratadas do cerrado do Centro-Oeste, com cores vibrantes ou naturais. Entre as flores estão: pingo de ouro, sempre viva, capim do cerrado, papoulinha, amarelão, ourinho, folhas-moedas, plumagens, dentre outras, que pelas mãos de habilidosos artesãs e artesãos se transformam em belas peças decorativas.


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