Na sessão ordinária desta terça-feira (07/05/2024), os vereadores das bancadas do governo e da oposição da Câmara Municipal de Salvador dedicaram parte do debate ao tamponamento de uma área da Praça Castro Alves, que se estende por mais de dois anos. O assunto foi trazido à discussão pelo vereador Arnando Lessa (PT), destacando os impactos negativos no local, como a proliferação de ratos, crescimento de mato e acúmulo de lixo.
Segundo informações apresentadas pelo vereador Claudio Tinoco (União), existe um projeto em andamento da Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF) para a área, aguardando laudos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC). Tinoco ressaltou que a Prefeitura não é responsável pelo atraso na execução do projeto.
Durante a discussão, os parlamentares abordaram um impasse entre o Iphan, o IPAC e a FMLF devido a achados arqueológicos no local. Propôs-se uma melhoria no tamponamento e na limpeza do espaço enquanto o impasse persistir. O esqueleto do Teatro São João ressurgiu nas escavações, complicando ainda mais a situação.
Claudio Tinoco destacou que o IPAC, órgão estadual, travou o andamento do projeto da FMLF, uma vez que o uso pretendido para as descobertas arqueológicas não é consensual. Além disso, o Iphan, órgão federal, também não autorizou o projeto.


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