Durante um evento focado em arboviroses, a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) enfatizou a eficácia do Brasil no controle do número de mortes durante a atual epidemia de dengue. Apesar do aumento significativo de casos em 2024, o país registrou uma redução proporcional no número de óbitos relacionados à doença. A Opas, braço da Organização Mundial da Saúde (OMS) nas Américas, elogiou os esforços do Brasil nesse sentido.
Segundo Carlos Melo, especialista em arboviroses da Opas no Brasil, é crucial observar não apenas a taxa de transmissão e o número de casos, mas também a quantidade de óbitos, que é o principal indicador no controle de uma epidemia. Melo destacou a importância das ações coordenadas pelo Ministério da Saúde, incluindo estratégias de vacinação direcionadas aos grupos mais vulneráveis e a prestação de assistência aos pacientes.
O país registrou um total de 3,1 milhões de casos prováveis de dengue nas 14 primeiras semanas de 2024, representando um aumento substancial em comparação com o ano anterior. No entanto, o índice de mortalidade em relação ao número de casos prováveis diminuiu, o que indica uma eficácia nas medidas de controle. O Ministério da Saúde relatou que nove unidades federativas apresentam tendência de queda nos casos, enquanto outras 13 mantêm estabilidade e cinco mostram uma tendência de alta.
Carlos Melo ressaltou que não há uma solução única para combater a epidemia de dengue e defendeu uma abordagem multifacetada, que inclua vacinação, uso de tecnologias científicas como os mosquitos infectados com a bactéria Wolbachia e ações para enfrentar os determinantes sociais da doença, como a falta de saneamento básico e a urbanização descontrolada.
*Com informações da Agência Brasil.


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