Nos últimos anos, Salvador tem se destacado como uma referência nacional em iniciativas de sustentabilidade. Sob a gestão municipal, a cidade tem priorizado ações que a coloquem na vanguarda das questões ambientais, buscando constantemente inovações que promovam um desenvolvimento sustentável. Esses esforços não passaram despercebidos, e agora a capital baiana colhe os frutos de seu compromisso com o meio ambiente.
O reconhecimento veio através da seleção de Salvador pelo Fundo Ambiental Global (GEF) como uma das seis cidades brasileiras participantes do programa “Soluções de circularidade para a poluição por plásticos”. O objetivo do programa é promover a transição para uma economia circular no uso de plásticos, especialmente nos setores de alimentos e bebidas, visando evitar a poluição dos oceanos. Esta iniciativa representa um marco significativo na trajetória de Salvador em direção à sustentabilidade.
A escolha de Salvador como única cidade do Nordeste a participar do programa evidencia não apenas a relevância da capital baiana na região, mas também sua capacidade inovadora em lidar com desafios ambientais. Para marcar o início dessa colaboração, ocorreu recentemente um workshop na sede da Secretaria de Sustentabilidade, Resiliência e Bem-Estar e Proteção Animal (Secis), promovido pelo Ministério da Ciência e Tecnologia em conjunto com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e o GEF.
O encontro reuniu representantes do poder público, incluindo diversas secretarias municipais, do Estado, da sociedade civil e de cooperativas, com o objetivo de discutir estratégias para a implementação do programa. Ivan Euller, subsecretário da Secis, destacou a importância do projeto piloto que será implantado em Salvador, especialmente nos setores de hotéis, restaurantes e cafeterias, visando reduzir o uso de plástico e, consequentemente, a poluição das praias da cidade.
Uelber Reis, Diretor de Resiliência da Secis, ressaltou a necessidade de uma abordagem integrada entre diferentes setores da sociedade para enfrentar o desafio do plástico. O consultor do PNUMA, Marcos Albuquerque, enfatizou a importância da integração entre poder público, sociedade civil, instituições de pesquisa e setor privado para o sucesso do programa.
O programa, com duração prevista de cinco anos e um investimento de aproximadamente nove milhões de dólares no Brasil, busca reunir diversas visões e oportunidades para abordar o problema da poluição por plástico. Além de Salvador, outras cidades brasileiras como Florianópolis, Santos, São Paulo, Rio de Janeiro e Belém do Pará foram selecionadas para participar do programa.
Esta iniciativa se junta a uma série de esforços já em andamento em Salvador para promover a sustentabilidade ambiental. Desde 2013, a Prefeitura tem realizado plantios de árvores e implementado projetos de preservação da Mata Atlântica, que resultaram no reconhecimento do Jardim Botânico da cidade como Posto Avançado da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica pela UNESCO.


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