Na madrugada de sexta-feira (22/03/2024), a Ucrânia enfrentou um dos ataques mais devastadores desde o início do conflito com a Rússia, quando cerca de 90 mísseis e 60 drones explosivos foram lançados contra sua infraestrutura elétrica. O resultado foi trágico, com pelo menos duas pessoas mortas e vários feridos, além de cortes de energia em várias regiões do país.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, expressou seu lamento pelas vítimas do ataque e destacou a gravidade da situação, relatando danos significativos em centrais elétricas, linhas de alta tensão e até mesmo um ônibus elétrico atingido durante os bombardeios. As autoridades ucranianas confirmaram cortes de energia em diversas localidades, incluindo a região nordeste de Kharkiv e a cidade de Zaporíjia, onde uma das linhas de energia que abastecem a central nuclear foi comprometida.
A operação, que segundo a Marinha francesa foi realizada na semana anterior, representou um ataque em larga escala à infraestrutura energética ucraniana, colocando em risco não apenas a segurança do país, mas também a estabilidade regional. As autoridades ucranianas alertaram para o risco iminente de um acidente nuclear devido à interrupção do fornecimento de energia à central nuclear de Zaporíjia, ocupada por forças russas.
Enquanto a Ucrânia enfrentava as consequências devastadoras do ataque, a Rússia reconheceu oficialmente estar em estado de guerra contra seu vizinho. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, em entrevista à mídia russa, afirmou que a situação evoluiu de uma “operação especial” para um estado de guerra, destacando a determinação russa em conquistar completamente as regiões ucranianas em disputa.
Essa mudança na retórica russa reflete uma escalada significativa no conflito e levanta preocupações sobre o futuro da região e o impacto que essa guerra terá não apenas na Ucrânia, mas também nas relações internacionais e na estabilidade geopolítica global.
Os ataques massivos da Rússia à infraestrutura elétrica da Ucrânia resultaram em mortes, cortes de energia e danos significativos. Em um pronunciamento inédito, o Kremlin reconheceu oficialmente o estado de guerra contra a Ucrânia, evidenciando uma escalada dramática no conflito. A situação, marcada pela destruição e pela tragédia, suscita preocupações sobre o futuro da região e suas implicações geopolíticas globais.
*Com informações da RFI.


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