Na Bahia, os idosos estão no centro das preocupações das autoridades de saúde em relação à proteção contra a dengue, conforme dados recentemente divulgados. Segundo a Secretaria de Saúde do estado (Sesab), até domingo (18/02/2024), foram notificados 8.674 casos prováveis da doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti.
Um estudo recente evidencia que os idosos enfrentam maior risco de complicações decorrentes da dengue. De acordo com os dados, a taxa de letalidade da doença entre os idosos foi oito vezes maior do que entre aqueles com idade abaixo dos 60 anos. Números do Sistema de Notificação de Agravos e Notificações (Sinan) mostram que, entre janeiro e 6 de fevereiro de 2024, a Bahia registrou 4.068 casos notificados de dengue.
Essa vulnerabilidade dos idosos à dengue tem sido cada vez mais reconhecida em estudos epidemiológicos. Diante desse quadro alarmante, as autoridades de saúde ressaltam a importância de medidas preventivas e de cuidados específicos para proteger esse grupo de risco contra a doença, que pode desencadear complicações graves.
Dados estatísticos revelam a gravidade da situação: entre 2014 e 2024, foram registrados 3.211 óbitos por dengue entre pessoas de zero a 59 anos, enquanto o número de mortes entre idosos chegou a 3.299 no mesmo período. A letalidade foi de 0,03% no primeiro grupo e 0,27% no segundo, com o risco aumentando à medida que a idade avança, chegando a 1,03% entre os pacientes com 80 anos ou mais.
Angelina Oliveira, enfermeira da Ammo Enfermagem, empresa especializada em serviços de cuidadores e enfermagem, destaca a importância de cuidados redobrados para garantir a saúde e o bem-estar dos idosos durante o período de alta incidência da dengue na região. Medidas como a identificação precoce dos sintomas da doença, uso de repelentes, eliminação de criadouros do mosquito e assistência médica ágil são fundamentais para proteger os idosos, especialmente aqueles que necessitam de cuidados específicos.


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