O período carnavalesco em Salvador, marcado pela aglomeração e o calor característico do verão, constitui um ambiente propício para a proliferação de viroses. A infectologista da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), Adielma Nizarala, alerta para os riscos associados a esse contexto e oferece orientações valiosas para proteção durante os festejos.
De acordo com a especialista, o aumento do contato físico e a alimentação nas ruas durante o Carnaval contribuem para a disseminação de infecções respiratórias, gastroenterites e conjuntivites. As doenças mais comuns incluem sintomas como tosse, coriza, dor de cabeça e quadros diarreicos, muitas vezes provenientes de alimentos ou bebidas contaminadas.
Para minimizar esses riscos, Adielma destaca medidas preventivas essenciais. Entre elas, está a lavagem frequente das mãos, especialmente antes de tocar os olhos, além da adoção de uma dieta saudável e da manutenção da hidratação adequada. Descansar entre os períodos de folia também é recomendado para preservar a eficácia do sistema imunológico.
É importante ressaltar que os sintomas das viroses podem se manifestar em um período de dois a sete dias após a exposição. Diante de desconfortos respiratórios, inflamações na garganta, vômitos, diarreia ou irritações nos olhos, a automedicação não é aconselhável. Buscar avaliação médica é fundamental para receber orientações precisas sobre o tratamento adequado.


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