Início da vacinação contra dengue um novo capítulo na luta contra a doença

A campanha de vacinação contra a dengue teve início nesta sexta-feira (09/02/2024) no Distrito Federal e em Goiás, abrangendo a faixa etária de 10 a 11 anos. Conforme informações do Ministério da Saúde, um lote inicial de 212 mil doses foi distribuído para as unidades federativas pela fabricante Takeda. Está previsto que estados como Bahia, Ceará, Paraíba, Rio Grande do Norte, Mato Grosso do Sul, Amapá, São Paulo e Maranhão recebam o imunizante nos próximos dias, contemplando um total de 315 municípios. A meta é que todos os 521 municípios selecionados, com alta incidência de casos de dengue e população acima de 100 mil habitantes, recebam as doses até a primeira quinzena de março. Com um total de 6,5 milhões de doses previstas para 2024, a vacinação do público-alvo de 10 a 14 anos nos municípios contemplados deverá ser concluída ao longo do ano.

Além do esforço na vacinação, o Ministério da Saúde está empenhado em ampliar a produção de vacinas contra a dengue no Brasil. A iniciativa visa expandir o acesso da população às vacinas Qdenga, da Takeda, e Butantan-DV, desenvolvida pelo Instituto Butantan. Embora a vacina represente uma nova ferramenta no combate à dengue, os cuidados preventivos para evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença, permanecem essenciais. O epidemiologista Wildo Araújo ressalta a importância contínua da eliminação de criadouros do mosquito, enfatizando que a vacinação é complementar às medidas de controle ambiental.

Por outro lado, Araújo alerta para o fato de que o Aedes aegypti não é responsável apenas pela dengue, mas também pela transmissão de outras doenças como chikungunya e zika vírus. Portanto, a vigilância e ações de combate ao mosquito devem ser constantes. A população também desempenha um papel crucial na prevenção, como destaca a moradora Maria do Socorro Rodrigues, do Gama, Distrito Federal, que adota medidas preventivas em sua residência e orienta seus vizinhos a fazerem o mesmo.

Apesar da importância da participação da comunidade, o epidemiologista Walter Ramalho salienta que a responsabilidade pelo combate à dengue é compartilhada entre a população e o poder público. Ele enfatiza a necessidade de ações coordenadas, incluindo comunicação de risco, fiscalização e intervenções estratégicas para reduzir o impacto da doença.

Dados do Ministério da Saúde revelam que o Brasil registrou 408.365 casos prováveis de dengue em 2024, com 53 mortes confirmadas e 281 sob investigação. A distribuição geográfica dos casos destaca a gravidade do problema em todas as regiões do país.


Tags


Deixe um comentário


Discover more from News Veritas Brasil (NV)

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading