Uma pesquisa conduzida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) revelou que práticas voltadas para a preservação do meio ambiente estão cada vez mais presentes nas rotinas diárias dos brasileiros. Segundo o estudo, nos últimos seis meses, 65% dos entrevistados têm separado lixo para reciclagem com frequência, enquanto 60% reutilizaram ou reaproveitaram embalagens de produtos.
Os dados coletados indicam que a adoção dessas práticas não se restringe a determinadas classes sociais ou níveis de escolaridade. Mesmo entre os entrevistados com menor nível educacional, como os analfabetos ou pessoas com conhecimento básico de leitura e escrita, 55% relataram separar sempre o lixo para reciclagem. Essa proporção diminui gradualmente conforme o nível educacional aumenta, chegando a 44% entre os entrevistados com ensino superior.
Davi Bomtempo, gerente-executivo de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI, destacou a importância desses resultados, enfatizando que práticas sustentáveis, como a economia de energia na separação e coleta de resíduos, já fazem parte do cotidiano dos consumidores, independentemente de sua posição social ou nível educacional.
Entretanto, a pesquisa identificou obstáculos significativos para uma maior adoção dessas práticas. Entre os principais desafios estão a falta de hábito e o esquecimento de separar os resíduos (29%), a ausência de coleta seletiva na rua, bairro ou cidade (20%) e a falta de informação sobre reciclagem ou coleta seletiva (11%).
Outro aspecto relevante apontado pela pesquisa é o crescente interesse dos consumidores pela sustentabilidade ao tomar decisões de compra. Eles levam em consideração não apenas o produto em si, mas também aspectos como a eficiência energética da empresa e seu comprometimento com a gestão de resíduos.
Davi Bomtempo ressaltou ainda a importância de colocar a sustentabilidade no centro das estratégias corporativas, não apenas para aumentar a competitividade do setor industrial, mas também para acessar mercados internacionais e impulsionar o desenvolvimento econômico e social do país.


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