Banho de Mar à Fantasia em Salvador: Um espetáculo de cores, cultura e ativismo urbano

Uma atmosfera vibrante envolveu as ruas do Centro Antigo de Salvador no último domingo, quando uma multidão entusiasta e colorida se reuniu para celebrar o cortejo pré-carnavalesco do Banho de Mar a Fantasia. Esta tradicional festa, com sua rica história de 90 anos, mais uma vez desempenhou seu papel crucial em manter viva a essência do carnaval de rua na cidade. Sob a organização do Centro Cultural Que Ladeira É Essa? Comunidade da Ladeira da Preguiça, o evento não apenas proporcionou uma experiência festiva memorável, mas também serviu como plataforma para promover a cultura local, gerar renda para as comunidades e reivindicar direitos.

O cortejo, iniciado pelos renomados Filhos de Gandhy, estendeu-se pelas ruas com a participação de grupos como Muzenza, Síbí Dúdú e Charanga Unirson, em meio a uma atmosfera de música e dança. Enquanto isso, no palco fixo, artistas como Àttoxxaá, Ministereo Público Sistema de Som, Márcia Castro e outros mantiveram a energia elevada até as 21h. O evento não se limitou apenas à celebração, mas também incorporou uma mensagem de consciência social e ativismo urbano.

Sob o tema do direito à cidade, o Banho de Mar à Fantasia lançou a plataforma ‘Se a Cidade Fosse Nossa’, um espaço dedicado ao debate público sobre questões que afetam Salvador. “É uma oportunidade para refletir sobre a cidade que queremos, uma cidade inclusiva, pensada por todos e para todos”, destacou Ademário Costa, diretor de Relações Institucionais dos Filhos de Gandhy. Além disso, uma exposição fotográfica intitulada “Mãe Stella de Oxóssi – Retratos de Kayodè”, do fotógrafo italiano Antonello Veneri, está em exibição até quarta-feira (14/02/2024), nas fachadas dos casarões na Ladeira da Preguiça, enriquecendo ainda mais a experiência cultural do evento.


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