Mais de dez mil novos casos de câncer de pele previstos na Bahia para 2024

Em meio a uma perspectiva de verão abrasador e recordes de temperatura, a Bahia se prepara para enfrentar uma realidade preocupante: mais de 10 mil novos casos de câncer de pele são previstos para o ano de 2024, conforme estima o Instituto Nacional do Câncer (Inca). O câncer de pele, considerado evitável, é o tumor maligno de maior incidência no Brasil, representando 31,3% de todos os casos de câncer no país. O estado, conhecido por suas altas taxas de radiação UV e atividades ao ar livre, requer uma atenção especial aos cuidados com a exposição solar, especialmente durante o verão.

A exposição prolongada ao sol, principalmente sem o uso adequado de filtro solar, é apontada pelo oncologista André Bacellar, do NOB Oncoclínicas, como o principal fator para o desenvolvimento do câncer de pele. Mesmo nas estações mais frias e nubladas, a radiação UV continua a representar uma ameaça significativa, tornando o uso diário de protetor solar uma necessidade constante.

O câncer de pele, que pode se manifestar como melanoma ou não melanoma (carcinomas basocelular e espinocelular), é mais comum em adultos com mais de 40 anos, principalmente aqueles de pele clara e expostos ao sol ao longo da vida. No entanto, a conscientização sobre a necessidade de medidas preventivas é vital, visto que mesmo a forma mais agressiva, o melanoma, tem mais de 90% de chance de cura quando diagnosticado precocemente.

Sintomas como crescimento anormal na pele, alterações em sinais ou pintas, manchas ou feridas persistentes devem ser atentamente observados, de acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia. O tratamento cirúrgico é frequentemente indicado, embora tratamentos complementares, como quimioterapia e radioterapia, possam ser necessários em alguns casos.

A prevenção, no entanto, é a chave para combater o câncer de pele. A pesquisa indica que mais de 60% dos brasileiros não adotam medidas de proteção solar em sua rotina diária. Evitar a exposição ao sol nos horários mais intensos, usar protetor solar diariamente e estar atento a alterações na pele são práticas essenciais. Com o câncer de pele sendo uma doença evitável, a conscientização pública e a implementação de práticas de fotoproteção são cruciais para enfrentar esse desafio de saúde.


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