Em meio a um cenário de crescente preocupação com a saúde pública, o Brasil enfrenta um desafio expressivo: o aumento de 15,8% nos casos de dengue em 2023. Para combater essa realidade alarmante, o Sistema Único de Saúde (SUS) incorpora à sua rotina a vacina Qdenga, que já estava disponível na saúde privada desde julho do ano passado. A inclusão do imunizante, que será fornecido gratuitamente, representa uma tentativa de conter a disseminação da doença e é um marco significativo na luta contra a dengue.
O SUS terá à disposição seis milhões de doses da vacina, sendo necessárias duas doses por pessoa. No entanto, diante da limitação, apenas três milhões de indivíduos, prioritariamente crianças e adolescentes de 6 a 16 anos, terão acesso à imunização. Rosane Orth, CEO da Saúde Livre Vacinas e Conselheira da ABCVAC, destaca a importância dessa incorporação no calendário anual do SUS, enquanto ressalta a contribuição das redes privadas.
“A vitória da inclusão desta vacina no calendário anual do SUS é de todos os brasileiros. No entanto, devido à escassez de doses, as pessoas de grupo de risco também podem ter acesso ao imunizante através das redes privadas”, explica Rosane Orth. Essa colaboração entre saúde pública e privada surge como uma estratégia eficiente para superar desafios e garantir a imunização de grupos de risco diante da iminente epidemia prevista para 2024.
Com a temporada de chuvas associada ao aumento dos casos de dengue, a ação preventiva e eficaz se torna essencial. A vacina Qdenga, segundo Rosane Orth, foca na redução de mortalidade, e a atuação conjunta entre saúde pública e privada é crucial para garantir que a imunização alcance as populações mais vulneráveis. Com o Brasil respondendo por metade do total global de casos da doença, as autoridades de saúde alertam para uma epidemia em 2024, reforçando a necessidade contínua de medidas preventivas e combate à proliferação do mosquito transmissor, o Aedes aegypti.


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