A terceira edição da Pesquisa “Hábitos e Impactos da Saúde Financeira dos Trabalhadores”, realizada em colaboração entre as fintechs Zetra e SalaryFits, em parceria com a On The Go, revela que 63% dos trabalhadores com carteira assinada enfrentam a difícil realidade de não possuir recursos suficientes para cobrir suas despesas básicas. Além de expor a situação financeira preocupante, o estudo destaca as implicações diretas dessas dificuldades na saúde física e mental dos trabalhadores, afetando também as operações das empresas.
A falta de recursos no final do mês é um gatilho para estresse, conforme indicado por 58% dos entrevistados. Esse cenário impacta negativamente não apenas na vida pessoal, mas também nas atividades profissionais, evidenciando-se em aumento de irritabilidade (44%), diminuição da atenção (44%) e menor produtividade (34%). Assim, a pesquisa aponta para uma interconexão entre a saúde financeira do trabalhador e o desempenho global da empresa.
Ao analisar o universo diversificado dos entrevistados, a pesquisa revela que 55% das famílias com renda acima de 20 salários mínimos enfrentam desafios financeiros para fechar o mês. As mulheres, representando 66% dos casos, e os jovens até 30 anos, com 47%, são os mais afetados. A classificação dos gastos pessoais em essenciais, necessários e supérfluos evidencia que muitos brasileiros encontram dificuldades para cobrir os custos básicos, como moradia, alimentação e saúde.
Quando falta dinheiro, as opções de financiamento de emergência, como cartão de crédito (24%), freelas (24%), cheque especial (16%) e empréstimos bancários (10%), são acionadas pelos trabalhadores. O estudo destaca um aumento significativo, chegando a 80%, daqueles que enfrentaram problemas financeiros nos últimos cinco anos, indicando uma persistente dificuldade em lidar com questões monetárias, independentemente da renda.
A pesquisa também destaca um aumento da preocupação empresarial em auxiliar os funcionários a evitar dívidas, sendo que 87% dos trabalhadores acreditam que os departamentos de Recursos Humanos podem desempenhar um papel crucial. Programas de educação financeira (29%), crédito com juros mais baixos (28%) e acompanhamento psicológico (16%) são as principais formas sugeridas pelos trabalhadores para lidar com as questões financeiras.
A constatação de que 52% dos entrevistados ficaram negativados nos últimos 12 meses reforça a necessidade de abordar essas questões de maneira efetiva. A pesquisa sugere que a educação financeira nas empresas é fundamental, não apenas como uma ferramenta preventiva, mas como um meio eficaz de capacitar os trabalhadores a gerenciar melhor suas finanças.


Deixe um comentário