Equador conclui libertação de todos os reféns em prisões após onda de violência

Na noite de sábado para domingo, o Equador alcançou um marco significativo com a libertação de todos os 136 reféns que estavam detidos por detentos amotinados em diferentes prisões do país. Imagens divulgadas pela polícia revelaram a emoção e exaustão dos guardas, incluindo muitas mulheres, logo após sua libertação, pondo fim a uma semana de tensão e violência.

A administração penitenciária equatoriana, em comunicado à imprensa, atribuiu o sucesso da operação à implementação eficaz de protocolos de segurança e à ação conjunta da polícia e do Exército nacional. O presidente Daniel Noboa expressou seus parabéns às forças patrióticas, profissionais e corajosas que lideraram as operações para libertar agentes penitenciários e pessoal administrativo em várias prisões, incluindo Azuay, Cañar, Esmeraldas, Cotopaxi, Tungurahua, El Oro e Loja.

De acordo com informações policiais, 46 guardas e um funcionário foram libertados da prisão de Cotopaxi, 13 da prisão de Tungurahua e outros 15 da prisão de El Oro, onde um funcionário público foi encontrado morto. Avaliações médicas estão sendo realizadas para garantir a saúde dos libertados.

A violência que assolou o Equador nas últimas semanas foi desencadeada pela fuga do líder da gangue Choneros, Adolfo Macias, conhecido como “Fito”, resultando em motins e tomadas de reféns em várias prisões. A resposta do presidente Noboa, caracterizada por uma política linha-dura contra as gangues, levou a uma onda de violência que resultou em pelo menos 19 mortes. O país declarou estado de emergência, mobilizando mais de 22.400 soldados para enfrentar os criminosos, agora categorizados como “terroristas”.

*Com informações da RFI.


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